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Família vítima de racismo na Starbucks ganha indenização milionária

Uma família foi detida ilegalmente pela polícia, em 2019, quando, no trajeto da viagem, parou no estacionamento da cafeteria. Saiba mais!

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Imagem mostro copo com logo da starbucks junto a palavra indenização.

A parada para tomar um café pode ser algo comum durante uma viagem, mas para Aasylei Loggervale e suas filhas, a hora do lanche em frente a cafeteria Starbucks na região de Castro Valley, na Califórnia, virou um pesadelo. Em setembro de 2019, a família que viaja a mais de nove horas, tinha como destino o Berkeley City College, onde a filha mais velha realizaria uma prova.

Porém, a parada na Starbucks fez a família se tornar vítima de racismo. O juiz que julgou a ação da polícia deu causa favorável à família e determinou uma indenização de US $8,25 milhões, cerca de R $42 milhões. 

Agressões físicas e psicológicas

Mãe e filhas estavam sentadas dentro do carro, no estacionamento da cafeteira, quando foram abordadas pelo vice-xerife da polícia. A autoridade alegou que estava investigando roubos de veículos naquela região e pediu os documentos de Aasylei, que tentou argumentar que estava dirigindo de Nevada, que o veículo era alugado e que estava só de passagem pelo local. (thewriteofyourlife.org) Nas gravações feitas através da câmera de vídeo do policial é possível ouvir a mulher questionando a situação: “O que é isso? Que tipo de crime eu cometi?”.

O que parecia ruim ficou ainda pior, Aasylei e as filhas foram obrigadas a sair do carro e foram algemadas pelo policial. Além disso, as três ficaram presas dentro da viatura enquanto os policiais revistavam o carro da família.

A vítima perguntou o motivo de estar algemada e o xerife alegou que ela não saberia o motivo. Após a ação violenta, as vítimas foram liberadas. 

Privação de direitos e a indenização

Aasylei Loggervale abriu processo contra a ação dos policiais. De acordo com o juiz que julgou o caso, as vítimas sofreram “privação de seus direitos e liberdades, lesões físicas, incluindo escoriações nos pulsos e braços, dores físicas, sofrimento mental, sofrimento emocional, medo, constrangimento e outros danos gerais”.

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Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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