A parada para tomar um café pode ser algo comum durante uma viagem, mas para Aasylei Loggervale e suas filhas, a hora do lanche em frente a cafeteria Starbucks na região de Castro Valley, na Califórnia, virou um pesadelo. Em setembro de 2019, a família que viaja a mais de nove horas, tinha como destino o Berkeley City College, onde a filha mais velha realizaria uma prova.
Porém, a parada na Starbucks fez a família se tornar vítima de racismo. O juiz que julgou a ação da polícia deu causa favorável à família e determinou uma indenização de US $8,25 milhões, cerca de R $42 milhões.
Agressões físicas e psicológicas
Mãe e filhas estavam sentadas dentro do carro, no estacionamento da cafeteira, quando foram abordadas pelo vice-xerife da polícia. A autoridade alegou que estava investigando roubos de veículos naquela região e pediu os documentos de Aasylei, que tentou argumentar que estava dirigindo de Nevada, que o veículo era alugado e que estava só de passagem pelo local. (thewriteofyourlife.org) Nas gravações feitas através da câmera de vídeo do policial é possível ouvir a mulher questionando a situação: “O que é isso? Que tipo de crime eu cometi?”.
O que parecia ruim ficou ainda pior, Aasylei e as filhas foram obrigadas a sair do carro e foram algemadas pelo policial. Além disso, as três ficaram presas dentro da viatura enquanto os policiais revistavam o carro da família.
A vítima perguntou o motivo de estar algemada e o xerife alegou que ela não saberia o motivo. Após a ação violenta, as vítimas foram liberadas.
Privação de direitos e a indenização
Aasylei Loggervale abriu processo contra a ação dos policiais. De acordo com o juiz que julgou o caso, as vítimas sofreram “privação de seus direitos e liberdades, lesões físicas, incluindo escoriações nos pulsos e braços, dores físicas, sofrimento mental, sofrimento emocional, medo, constrangimento e outros danos gerais”.
