Neste ano, mais de 20 cemitérios públicos de São Paulo passaram a ser gerenciados pela iniciativa privada. Isso fez com que os preços aumentassem de forma significativa. Para se ter ideia, o reajuste na tabela de serviços funerários chega a 400%.
Quando os serviços eram gerenciados pela prefeitura, o menor valor de um funeral era de R$ 299,95. Agora, com o processo de privatização, esse montante mínimo é de R$ 1440. A boa notícia é que existe a possibilidade de gratuidade para as famílias que são atendidas por programas sociais.
O Funeral Social é um deles e é destinado aos brasileiros que não tem condições de arcar com os custos de um enterro. No entanto, o valor passou por uma redução. Saiu de R$ 755 para R$ 566.
As informações foram divulgadas pelo Uol.
Funeral Gratuito: quem tem direito e qual a relação com o CadÚnico?
Para ter direito ao funeral gratuito, os brasileiros precisam atender aos seguintes critérios:
- Famílias com renda mensal de até três salários mínimos inscritas no Cadastro Único;
- Famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo inscritas no Cadastro Único;
- Doadores de órgãos;
- Pessoas em situação de rua nos últimos 12 meses que estejam cadastradas no Sisrua (Sistema de Atendimento do Cidadão em Situação de Rua);
- Brasileiros atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Vale ressaltar que nestes casos, nenhum velório é realizado. Apenas o sepultamento.
Funeral Social: quem pode solicitar?
Há ainda a opção do Funeral Social que destina um boleto no valor de R$ 566, pago em até 60 dias, às famílias. Para não precisar pagar a dívida, os cidadãos devem se inscrever no Cadastro Único pelo Cras (Centro de Referência e Assistência Social). Caso contrário, será preciso arcar com o custo.
O benefício pode atender todos os moradores de São Paulo, sem a necessidade de comprovação de renda familiar ou per capita.
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