Uma das mais importantes cooperativas do Rio Grande do Sul, a Languiru, está sob tensão após iniciar um plano de recuperação judicial e ter notícias desencontradas na Internet. Além disso, após anunciar uma redução no quadro de funcionários em 500 pessoas, a Languiru acendeu o alerta do mercado, tanto de líderes regionais, transportadores, produtores rurais e funcionários.
Famosa cooperativa fica endividada e atrasa pagamentos
Em carta enviada aos bancos credores, cooperativa mostra que o cenário é preocupante. Veja o que pode acontecer com a empresa!
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de duas cidades onde a cooperativa atua (Teutônia e Westfália – RS), Liane Brackmann, “a situação é preocupante. Bastante difícil saber o que é verdade e o que não é. O associado está angustiado. Nossa preocupação é como ficará a cooperativa. Por isso queremos transparência sobre os números de hoje e o que está sendo feito”.
Dívidas e pagamentos atrasados preocupam fornecedores e terceirizados da Languiru
Na última semana, a Languiru realizou uma reunião com fornecedores, transportadores e terceirizados da empresa para entender o atual cenário. Contudo, a preocupação se tornou maior, quando foi informado que não há previsão da empresa em cumprir os compromissos financeiros.
Além do temor de uma paralisação nas atividades de entrega, consumidores da cooperativa já começam a sentir falta de produtos nos supermercados da Languiru. Por exemplo, refrigerantes, pães, massas e até mesmo frutas.
Até o momento, estima-se que as dívidas da Languiru, de modo extraoficial, possam chegar a quase R$ 1,8 bilhão.
Languiru vive um momento complicado com os bancos e com a administração interna
Em carta enviada aos credores de instituições bancárias, a Languiru solicita a prorrogação do prazo para os financiamentos para 7 anos. Porém, os 2 primeiros anos seriam de carência da atual dívida.
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Com assinatura do presidente da companhia, Dirceu Bayer, e do superintendente administrativo, comercial e financeiro, Rafael Lagemann, o conteúdo informa que a empresa passa por um “cenário extremamente desafiador”. A responsabilidade, segundo o documento, é da elevação do custo dos insumos, da estiagem rigorosa e do aumento da taxa Selic.
Por fim, também se percebe na carta que há tensão interna na empresa. Isso porque o texto aponta críticas da oposição do atual conselho, no que se refere ao excesso de atividades da Languiru fora da indústria alimentícia.
Imagem: chayanuphol/shutterstock.com
