Afinal, o que já se sabe sobre a proposta de nova moeda única para o Mercosul?
A partir de outras posições de Haddad sobre a moeda única para o Mercosul, é possível afirmar que o objetivo seria integrar e ampliar o intercâmbio comercial em todo o bloco. Ou seja, seria algo similar ao que aconteceu após a adoção do euro.
A pauta ser retomada com representantes da Argentina também indica a força de ambos os países. Isso porque, segundo o embaixador, “o Brasil é o parceiro número um da Argentina”.
Além disso, até mesmo o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, já defendeu a implementação de uma moeda única para o Mercosul.
Contudo, o mercado ainda vê com desconfiança a possível medida. Afinal, de acordo com o economista da Eleven Financial Thomaz Sarquis, “o grande problema é a falta de autonomia monetária”.
“Ainda que nossa política fiscal não seja um exemplo para os demais países, temos uma moeda mais estável do que a da Argentina”, opinou à CNN.
Posição do governo Lula sobre uma moeda única para o Mercosul
No artigo de Haddad de 2022, ele e Galípolo disseram que, para existir, a moeda única para o Mercosul seria de responsabilidade de um banco central sul-americano. Outro ponto é que ela teria inspiração na URV, a moeda que funcionou no Brasil na transição para o Plano Real.
Lula já declarou, na época da publicação do artigo de Haddad e Galípolo, que “se Deus quiser vamos criar uma moeda na América Latina”. Para ele, seria a forma de os países do Mercosul não dependerem do dólar.
Até mesmo o governo do ex-presidente Bolsonaro acenou com bom olhos, em 2021, para a medida. Isso porque, na ocasião, Paulo Guedes chegou a afirmar que o Brasil seria a Alemanha do bloco, em referência ao poder da economia na zona onde o euro é a moeda principal.
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