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Will Bank: FGC muda data de corte e explica garantia do dinheiro; veja quem recebe

FGC corrige data de corte da garantia do Will Bank, redefine regras de cobertura e detalha limites para ressarcimento de clientes e investidores.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
Will Bank

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou uma correção relevante em informações divulgadas anteriormente sobre o processo de garantia aos depositantes e investidores do Will Bank. Segundo a entidade, a data correta da aquisição da fintech pelo Banco Master foi 30 de agosto de 2024, e não 22 de agosto, como havia sido informado inicialmente.

Com essa atualização, a data de corte considerada para fins de cobertura do FGC passa a ser 31 de agosto de 2024. A mudança impacta diretamente a forma como os valores investidos serão analisados e consolidados para cálculo de ressarcimento, especialmente para clientes que mantinham aplicações tanto no Will Bank quanto no Banco Master.

A correção, embora pareça pontual, traz consequências práticas importantes para milhares de investidores e correntistas que aguardam definições sobre o ressarcimento após a liquidação extrajudicial da instituição.

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Função do Fundo Garantidor de Crédito

O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger depositantes e investidores em caso de intervenção, liquidação ou falência de instituições financeiras associadas. Seu objetivo principal é preservar a confiança no sistema financeiro nacional, evitando corridas bancárias e minimizando prejuízos aos clientes.

Instituições e produtos cobertos

O FGC garante determinados produtos financeiros, desde que respeitados os limites estabelecidos em regulamento. Entre os instrumentos cobertos estão:

Conta corrente e conta de pagamento

Valores mantidos em contas correntes são protegidos até o limite definido por CPF ou CNPJ.

Poupança

Depósitos em caderneta de poupança estão integralmente incluídos na cobertura.

CDB, LCI e LCA

Certificados de Depósito Bancário, Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio também fazem parte da lista de produtos garantidos.

Essas garantias são fundamentais em momentos de crise institucional, como o que envolve o Will Bank.

Entenda a aquisição do Will Bank pelo Banco Master

Data correta da operação

De acordo com a correção divulgada pelo FGC, a aquisição do Will Bank pelo Banco Master ocorreu oficialmente em 30 de agosto de 2024. Com isso, o dia 31 de agosto passa a ser considerado o marco temporal para separação dos direitos dos investidores.

Essa definição é essencial para estabelecer se as aplicações devem ser analisadas de forma isolada ou consolidada entre as duas instituições.

Impacto da incorporação no cálculo da garantia

O fato de o Will Bank ter passado a integrar o conglomerado do Banco Master torna o processo de apuração mais complexo. Isso porque, após a aquisição, os investimentos realizados em ambas as instituições passam a ser somados para fins de cálculo do limite de cobertura do FGC.

Clientes que realizaram aplicações antes da data de corte mantêm seus direitos preservados de forma independente. Já aqueles que investiram após 31 de agosto de 2024 podem ter os valores consolidados por CPF ou CNPJ.

Valor estimado para ressarcimento pode chegar a R$ 6,3 bilhões

Estimativa inicial do FGC

Em nota oficial, o FGC informou que o valor total estimado para pagamento de garantias pode alcançar aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Essa projeção foi feita com base em dados disponíveis até novembro de 2024.

No entanto, a entidade ressalta que o montante definitivo ainda não está fechado.

Dependência das informações do liquidante

O valor final a ser pago, bem como o número exato de clientes elegíveis ao ressarcimento, dependerá das informações que ainda serão apresentadas pelo liquidante responsável pelo processo de liquidação extrajudicial.

Esses dados incluem a lista consolidada de investidores, os valores efetivamente aplicados e a verificação de possíveis extrapolações dos limites de cobertura.

Limites de cobertura do FGC: o que muda para os clientes do Will Bank

Teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ

O limite máximo de cobertura do FGC permanece fixado em R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o somatório de valores aplicados em uma ou mais instituições do mesmo conglomerado.

No caso do Will Bank e do Banco Master, esse ponto é especialmente relevante, pois parte dos investidores pode já ter ultrapassado esse teto ao manter recursos em ambas as instituições.

Consolidação de valores após a data de corte

A partir de 31 de agosto de 2024, os valores investidos no Will Bank e no Banco Master passam a ser consolidados. Isso significa que, se o total ultrapassar R$ 250 mil, o excedente não será coberto pelo FGC.

Antes dessa data, os investimentos são analisados separadamente, garantindo maior proteção aos clientes mais antigos.

Limite adicional de R$ 1 milhão em quatro anos

Além do teto por instituição, o regulamento do FGC estabelece um limite global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos, em casos de quebra de mais de uma instituição financeira.

Esse mecanismo evita que um mesmo investidor receba valores muito elevados em situações sucessivas de crise bancária.

Quem tem direito ao ressarcimento garantido

Clientes que aplicaram antes da aquisição

Os clientes que contrataram produtos financeiros antes da aquisição do Will Bank pelo Banco Master, em 2024, terão seus direitos preservados conforme as regras vigentes à época.

Esses investidores tendem a ter maior proteção, pois os valores não serão automaticamente consolidados.

Investidores após 31 de agosto de 2024

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Já aqueles que realizaram aplicações após a data de corte precisam verificar se possuem investimentos nas duas instituições. Nesses casos, o somatório será considerado para efeito do limite máximo de cobertura.

Não há prazo legal para início dos pagamentos

O que diz o regulamento do FGC

O FGC esclarece que não existe prazo legal definido para o início dos pagamentos de garantias em processos de liquidação. Apesar disso, a entidade afirma que envidará todos os esforços para iniciar os ressarcimentos no menor tempo possível.

Prazos em liquidações anteriores

Em experiências anteriores, os pagamentos costumaram começar entre 30 e 60 dias após a conclusão das etapas iniciais do processo de liquidação. Ainda assim, cada caso possui suas particularidades, o que impede previsões exatas.

Contexto da liquidação extrajudicial do Will Bank

Decisão do Banco Central

A liquidação extrajudicial do Will Bank foi determinada pelo Banco Central um dia após a Mastercard bloquear os cartões da fintech por inadimplência. A medida gerou forte repercussão no mercado financeiro e entre os clientes da instituição.

Bloqueio dos cartões e execução de garantias

A Mastercard executou garantias relacionadas à dívida e passou a deter parte das ações do BRB (Banco de Brasília) e da varejista online Westwing. O episódio evidenciou a gravidade da situação financeira enfrentada pela fintech.

Impactos para o sistema financeiro

O caso reacendeu o debate sobre governança, gestão de riscos e fiscalização de fintechs no Brasil, além de reforçar a importância do FGC como instrumento de proteção aos investidores.

O que os clientes devem fazer agora

Acompanhar comunicados oficiais

É fundamental que os clientes do Will Bank acompanhem os comunicados do FGC, do Banco Central e do liquidante responsável. Informações falsas ou incompletas podem gerar expectativas equivocadas.

Organizar documentação

Manter comprovantes de aplicações, extratos e contratos pode facilitar eventuais processos de validação e acelerar o ressarcimento.

Evitar golpes e falsas promessas

Em situações de crise financeira, aumentam os golpes envolvendo promessas de antecipação de valores. O FGC não cobra taxas para pagamento de garantias e não solicita dados sensíveis por mensagens informais.

Considerações finais

A correção da data de corte pelo FGC no caso do Will Bank traz maior clareza jurídica e operacional para o processo de ressarcimento de clientes e investidores. Embora o cenário ainda envolva incertezas, especialmente quanto ao valor final e ao número de beneficiários, as regras de cobertura permanecem bem definidas.

Entender os limites, os prazos e os critérios de consolidação é essencial para que os clientes saibam exatamente quais são seus direitos. O episódio reforça a importância da educação financeira e da atenção redobrada ao escolher instituições e produtos financeiros.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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