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Trabalhadores poderão ter diferentes escalas após fim da 6×1; veja o que está previsto

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
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O fim da escala 6×1 pode avançar nos próximos dias com a publicação de um decreto regulamentador pelo governo federal. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que a regulamentação da nova jornada está entre as prioridades da pasta e que pretende publicar o documento já na próxima segunda-feira, dia 9.

A medida deverá estabelecer orientações para a implementação das mudanças na organização das jornadas de trabalho, considerando as particularidades de diferentes setores da economia. Segundo o ministro, a proposta não se limita à adoção de uma escala fixa de cinco dias trabalhados e dois de descanso. A intenção é permitir diferentes formatos de distribuição das horas, desde que respeitados os limites previstos na proposta de redução da jornada.

A declaração aumenta a expectativa de trabalhadores que aguardam mudanças nas regras de descanso semanal e na quantidade de horas trabalhadas. Para milhões de brasileiros empregados no comércio, na indústria, nos serviços e em outras atividades, a discussão pode representar uma transformação importante na rotina profissional.

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Quando o decreto do fim da escala 6×1 será publicado?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Luiz Marinho afirmou que pretende assinar e publicar o decreto regulamentador na segunda-feira, 9 de novembro. A declaração foi feita depois da divulgação dos números de geração de empregos formais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O ministro explicou que o governo trabalha prioritariamente na conclusão das regras para a nova jornada. Entretanto, a publicação do decreto não significa necessariamente que todas as empresas terão de adotar imediatamente um único modelo de escala.

A regulamentação deverá detalhar como as mudanças serão aplicadas, respeitando as condições estabelecidas pela proposta constitucional e as negociações realizadas entre empregadores e representantes dos trabalhadores.

Nova jornada não será necessariamente 5×2

Um dos pontos destacados pelo ministro é que o fim da escala 6×1 não significa obrigatoriamente a adoção universal do modelo 5×2.

Na escala tradicional 6×1, o empregado trabalha seis dias consecutivos e recebe um dia de descanso. Com a mudança, a proposta prevê duas folgas semanais, mas a distribuição dos dias trabalhados poderá variar conforme a atividade profissional.

Isso significa que determinados estabelecimentos poderão organizar jornadas diferentes, desde que cumpram os limites de horas e descanso estabelecidos pelas novas regras.

Um supermercado, por exemplo, precisa manter suas operações durante toda a semana. Nesse cenário, as folgas dos funcionários podem ser distribuídas em dias alternados, sem que todos precisem descansar simultaneamente no sábado e no domingo.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado a hospitais, restaurantes, hotéis, serviços de transporte e outras atividades que exigem funcionamento contínuo.

Jornada de trabalho poderá cair para 40 horas semanais

A proposta mencionada por Luiz Marinho prevê uma redução progressiva da jornada semanal, em duas etapas: primeiro para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas.

Além da diminuição do limite de horas trabalhadas, o texto estabelece duas folgas por semana. O objetivo é ampliar o período de descanso dos trabalhadores e permitir uma distribuição mais equilibrada entre atividades profissionais e vida pessoal.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece como limite geral uma jornada de oito horas diárias e 44 horas semanais, respeitadas as regras específicas e os regimes de compensação permitidos pela legislação.

Na prática, um trabalhador que atualmente cumpre 44 horas semanais poderá ter uma redução de quatro horas na primeira etapa e, posteriormente, de mais duas horas, até alcançar o limite de 40 horas.

A forma de organização dessa jornada dependerá das regras definitivas e dos instrumentos coletivos aplicáveis a cada categoria.

Acordos coletivos terão papel importante

Outro aspecto ressaltado pelo ministro é a participação dos sindicatos e das negociações coletivas na implementação das novas escalas.

Segundo Marinho, os contratos coletivos deverão complementar a regulamentação, permitindo que cada setor encontre formatos adequados às suas necessidades operacionais.

Essa participação será especialmente importante em atividades nas quais não existe possibilidade de interromper o funcionamento durante determinados dias da semana.

As negociações poderão tratar da distribuição das folgas, dos horários de entrada e saída, dos períodos de descanso e da organização dos turnos, sempre respeitando os limites legais.

Para os trabalhadores, acompanhar as decisões dos sindicatos será importante para entender como a mudança poderá afetar contratos e rotinas profissionais.

Caged mostra desaceleração na criação de empregos

A declaração sobre o fim da escala 6×1 ocorreu no mesmo dia em que o Ministério do Trabalho divulgou os resultados do Caged referentes a setembro de 2026.

O levantamento apontou a criação de 121,3 mil vagas formais no país, considerando a diferença entre admissões e desligamentos.

Apesar de positivo, o resultado representa uma desaceleração em comparação com setembro de 2025, quando foram registrados 214,6 mil empregos com carteira assinada, conforme os dados ajustados.

A redução foi de 43,5% na comparação anual, indicando um ritmo mais moderado de contratação no mercado de trabalho brasileiro.

O desempenho também reflete um cenário econômico marcado por juros elevados e perda de intensidade da atividade econômica, fatores que podem influenciar as decisões de contratação das empresas.

Os números mostram um desafio importante para o governo: avançar nas mudanças nas condições de trabalho sem desconsiderar os impactos econômicos e as necessidades dos diferentes setores produtivos.

O que muda para quem trabalha na escala 6×1?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Para quem atualmente trabalha seis dias por semana, a mudança poderá significar mais tempo livre e uma reorganização da rotina.

Entre os possíveis efeitos estão:

  • Aumento do número de dias de descanso semanal.
  • Redução gradual do limite de horas trabalhadas.
  • Maior possibilidade de conciliar trabalho, família e compromissos pessoais.
  • Reorganização dos turnos e das escalas pelas empresas.
  • Participação das negociações coletivas na definição dos horários.

É importante destacar que a publicação do decreto deverá esclarecer os procedimentos de regulamentação. Até que as novas regras sejam oficialmente estabelecidas e entrem em vigor, os trabalhadores devem continuar observando as condições previstas na legislação e em seus contratos.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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