A potencial alta dos custos para os turistas que planejam viajar para a Argentina nos próximos meses tem levantado uma série de dúvidas e especulações.
Fim do seu sonho de conhecer a Argentina: viajar para o país pode ficar mais caro
Quer viajar para a Argentina? Veja como a nova gestão econômica do país pode impactar seus gastos e mudar seu planejamento de férias!
A situação econômica imprevisível do país vizinho e as medidas que o novo presidente, Javier Milei, tem implementado para reduzir a inflação são os principais fatores atribuídos ao possível aumento. No entanto, economistas argumentam que a Argentina ainda deve se manter um destino barato para os brasileiros.
Anteriormente, pagamentos com cartão de crédito eram significativamente desvantajosos em comparação ao uso de dinheiro vivo. Agora, contudo, essa desvantagem diminuiu, embora a volatilidade do dólar e dos preços no país continue alta. Nesse sentido, fazer uma previsão precisa dos custos da viagem permanece sendo um desafio. Entenda mais a seguir!
Quer viajar para a Argentina? Descubra o que a nova gestão econômica significa para os turistas

Em entrevista à Folhapress, Andrés Borenstein, professor de macroeconomia na Universidade Torcuato di Tella, resume: “Vir a Buenos Aires (…) vai seguir sendo barato para vocês brasileiros, mas não vai voltar a ser como foi nesse último inverno. O dólar ou o real vai valer o mesmo, enquanto os preços vão subir cerca de 25% por mês, nos próximos dois ou três meses”.
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A Argentina atualmente possui muitas restrições à compra de dólares, resultando em diferentes taxas de câmbio, dependendo do setor. São políticas implementadas para tentar restringir a saída da moeda americana do país, já que a nação enfrenta uma escassez histórica de reservas devido a altas dívidas externas acumuladas ao longo de diversas crises econômicas.
Como a flutuação cambial influencia o preço da viagem?
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Para entender por que viajar para a Argentina pode ficar mais caro, é crucial estar atento a dois tipos de câmbio: o dólar oficial, usado em transações comerciais, bancárias e financeiras de grande volume; e o dólar paralelo “blue”, encontrado em espécie por turistas em casas de câmbio.
No momento, todos os serviços e produtos vão ficar mais caros devido à remarcação de preços em supermercados, lojas e postos de gasolina. Antes os valores estavam controlados por acordos de preço do governo de Alberto Fernández.
Entretanto, apesar da alta da cotação oficial, o dólar ou real “blue” continua vantajoso para os turistas, sem grandes alterações. Essa situação pode gerar um aumento dos custos de viajar para a Argentina, mas, até agora, a diferença ainda não é tão grande a ponto de alguém precisar cancelar passeios ou evitar restaurantes.
Imagem: rarrarorro / shutterstock.com
