Fim do seu sonho de conhecer a Argentina: viajar para o país pode ficar mais caro
Quer viajar para a Argentina? Veja como a nova gestão econômica do país pode impactar seus gastos e mudar seu planejamento de férias!
Por Bruna Machado
A potencial alta dos custos para os turistas que planejam viajar para a Argentina nos próximos meses tem levantado uma série de dúvidas e especulações.
A situação econômica imprevisível do país vizinho e as medidas que o novo presidente, Javier Milei, tem implementado para reduzir a inflação são os principais fatores atribuídos ao possível aumento. No entanto, economistas argumentam que a Argentina ainda deve se manter um destino barato para os brasileiros.
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Anteriormente, pagamentos com cartão de crédito eram significativamente desvantajosos em comparação ao uso de dinheiro vivo. Agora, contudo, essa desvantagem diminuiu, embora a volatilidade do dólar e dos preços no país continue alta. Nesse sentido, fazer uma previsão precisa dos custos da viagem permanece sendo um desafio. Entenda mais a seguir!
Quer viajar para a Argentina? Descubra o que a nova gestão econômica significa para os turistas
Imagem: Cleber Alves / Shutterstock.com
Em entrevista à Folhapress, Andrés Borenstein, professor de macroeconomia na Universidade Torcuato di Tella, resume: “Vir a Buenos Aires (…) vai seguir sendo barato para vocês brasileiros, mas não vai voltar a ser como foi nesse último inverno. O dólar ou o real vai valer o mesmo, enquanto os preços vão subir cerca de 25% por mês, nos próximos dois ou três meses”.
A Argentina atualmente possui muitas restrições à compra de dólares, resultando em diferentes taxas de câmbio, dependendo do setor. São políticas implementadas para tentar restringir a saída da moeda americana do país, já que a nação enfrenta uma escassez histórica de reservas devido a altas dívidas externas acumuladas ao longo de diversas crises econômicas.
Como a flutuação cambial influencia o preço da viagem?
Para entender por que viajar para a Argentina pode ficar mais caro, é crucial estar atento a dois tipos de câmbio: o dólar oficial, usado em transações comerciais, bancárias e financeiras de grande volume; e o dólar paralelo “blue”, encontrado em espécie por turistas em casas de câmbio.
No momento, todos os serviços e produtos vão ficar mais caros devido à remarcação de preços em supermercados, lojas e postos de gasolina. Antes os valores estavam controlados por acordos de preço do governo de Alberto Fernández.
Entretanto, apesar da alta da cotação oficial, o dólar ou real “blue” continua vantajoso para os turistas, sem grandes alterações. Essa situação pode gerar um aumento dos custos de viajar para a Argentina, mas, até agora, a diferença ainda não é tão grande a ponto de alguém precisar cancelar passeios ou evitar restaurantes.
Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.