As maiores operadoras de telefonia do país estão com planos que podem levar ao fim do WhatsApp ilimitado. No entanto, essa ação pode prejudicar alguns grupos de pessoas que dependem desse serviço.
Como já havíamos anunciado anteriormente, as operadoras de telefonia estão com planos de encerrar a gratuidade de alguns serviços, como o do mensageiro, por exemplo. Mas outros aplicativos também podem sair do plano, como Waze, Facebook, Instagram e TikTok.
Isso acontecerá porque as operadoras como Claro, Tim e Vivo estão implementando a tecnologia 5G no país, a qual possui altos custos. Ademais, planos com pacote de dado “ilimitados” têm um gasto significativo para a operadora, que paga, do próprio bolso, o consumo desses aplicativos.
O fim do WhatsApp ilimitado pode acabar com o diferencial das operadoras?
Os pacotes ilimitados, ainda que possam ser custosos para as empresas, estão entre os motivos pelos quais os consumidores escolhem fechar ou não um plano. O fim do serviço pode, desse modo, atrapalhar, principalmente, quem trabalha com o aplicativo.
Por exemplo, se o fim do WhatsApp ilimitado acontecer, caso a pessoa esteja na rua resolvendo alguma pendência e o pacote de dados expirar, ela ficará incomunicável, atrapalhando o seu fluxo de serviço.
Porém, ainda que isso possa acontecer, as empresas não são obrigadas a manter as condições de forma fixa. Ou seja, sob contato prévio com os clientes, as companhias podem alterar os termos e condições de uso e limitar o consumo do mensageiro, bem como de outros aplicativos.
Por que as operadoras querem acabar com serviços ilimitados?
De acordo com as maiores empresas de telefonia do país, como Claro, Vivo e Tim, ao não repassarem os custos do uso dos dados, elas devem arcar com os valores, ou cobrar das fornecedoras dos aplicativos.
No entanto, ainda assim, os planos de telefonia que oferecem esses serviços são, de maneira geral, mais caros, por conta dessas particularidades. Mas, se agirem conforme os termos e condições, as operadoras não estarão infringindo nenhuma norma que seja contra o direito dos consumidores.
Imagem: Antonio Salaverry / shutterstock.com
