A proposta que prevê o fim da escala 6×1 continua entre os temas trabalhistas mais debatidos no Brasil. Além de avançar no Congresso Nacional, a medida também conta com amplo apoio da população.
Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e alcança 69%, segundo pesquisa
Pesquisa mostra que quase 70% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. Entenda o que prevê a PEC, como está a tramitação e se haverá redução salarial.
Uma pesquisa da Quaest aponta que quase 70% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso. O levantamento também mostra que a maioria dos entrevistados acredita que uma jornada menor pode melhorar a qualidade de vida e ampliar o tempo dedicado à família, ao descanso e aos estudos.
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda análise do Senado Federal.
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O que prevê a PEC do fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima de trabalho.
O texto aprovado pelos deputados estabelece:
- jornada máxima de 40 horas semanais;
- dois dias de descanso por semana;
- manutenção dos salários atuais;
- período de transição para adaptação das empresas.
Uma das folgas semanais deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos, conforme prevê o texto aprovado pela Câmara.
Pesquisa mostra amplo apoio da população
Segundo o levantamento da Quaest, aproximadamente sete em cada dez brasileiros apoiam o fim da escala 6×1.
A pesquisa também mostrou que cerca de 75% dos entrevistados já conheciam a proposta, enquanto os demais passaram a conhecê-la durante a entrevista.
Os dados indicam que a redução da jornada é vista por boa parte da população como uma oportunidade para melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Como os brasileiros pretendem usar o tempo livre
Entre os participantes da pesquisa, o principal objetivo com a folga adicional seria melhorar a qualidade de vida.
As respostas apontaram que:
- 53% desejam descansar mais e passar tempo com a família;
- 13% pretendem buscar outra fonte de renda;
- 12% querem estudar ou fazer cursos;
- 9% pretendem dedicar mais tempo à religião;
- 6% desejam passear;
- 4% pretendem viajar.
Os resultados reforçam que o descanso aparece como a principal demanda dos trabalhadores submetidos à jornada 6×1.
O salário será reduzido?
Não.
O texto aprovado pela Câmara determina que a redução da jornada ocorra sem qualquer diminuição salarial.
Assim, caso a PEC seja aprovada definitivamente, os trabalhadores continuarão recebendo o mesmo salário, mesmo com a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas.
Como está a tramitação da PEC
A proposta já superou uma das principais etapas do processo legislativo.
Em maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC em dois turnos de votação.
Agora, o texto está em tramitação no Senado Federal, onde ainda será analisado pelas comissões antes de seguir para votação em Plenário. Caso os senadores alterem o texto, ele precisará retornar à Câmara para nova análise.
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Quais trabalhadores podem ser beneficiados
Se a proposta for promulgada sem alterações significativas, a nova jornada deverá atingir os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Atualmente, a escala 6×1 é comum em setores como:
- comércio;
- supermercados;
- restaurantes;
- hotéis;
- hospitais;
- empresas de segurança;
- limpeza;
- atendimento ao público.
O texto também prevê que algumas categorias com regimes próprios poderão ter regras específicas definidas posteriormente.
Quando a mudança poderá entrar em vigor?
Ainda não há uma data definida.
Como a PEC continua em análise no Senado, ela ainda precisa cumprir todas as etapas do processo legislativo antes de ser promulgada.
O texto aprovado pela Câmara prevê uma implementação gradual, com período de transição para adaptação das empresas e dos contratos de trabalho.
O que esperar dos próximos passos
O fim da escala 6×1 segue como um dos principais debates sobre relações de trabalho no país.
Enquanto pesquisas indicam amplo apoio popular à redução da jornada, o Senado deverá discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta antes da votação definitiva.
Até que a PEC seja aprovada pelas duas Casas do Congresso e promulgada, continuam valendo as regras atuais da CLT, com jornada máxima de 44 horas semanais e possibilidade de adoção da escala 6×1 conforme a legislação vigente.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
