Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

País inicia o fim da telefonia fixa; veja o que muda

A Finlândia desligou sua última grande rede de telefonia fixa baseada em cobre. Entenda o que mudou, os motivos da decisão e os impactos.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
telefone fixo telefonia fixa

Depois de mais de um século conectando pessoas por meio de linhas telefônicas tradicionais, a Finlândia encerrou oficialmente uma importante etapa da história das telecomunicações. A operadora Elisa, última grande empresa do país a manter uma rede nacional de telefonia fixa baseada em cabos de cobre, desligou o serviço no fim de junho de 2026.

Com isso, as ligações por telefone fixo deixam de existir em escala nacional na Finlândia, sendo substituídas por tecnologias mais modernas, como fibra óptica e telefonia via internet (VoIP).

A decisão simboliza a evolução das redes de comunicação e acompanha uma tendência observada em diversos países, que vêm desativando gradualmente antigas infraestruturas analógicas para priorizar conexões digitais mais rápidas e eficientes.

Entenda por que isso aconteceu, o que muda para os consumidores e se o mesmo pode ocorrer em outros países, como o Brasil.

Leia mais:

Golpes por telefone: saiba como identificar!

Por que a Finlândia encerrou o telefone fixo?

Pessoa discando os números em um aparelho telefônico sem fio
Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Segundo a operadora Elisa, o principal motivo foi a queda drástica no número de usuários.

Quando anunciou o encerramento do serviço, a empresa informou que restavam apenas alguns milhares de clientes utilizando as antigas linhas de cobre.

Além disso, novas assinaturas para telefonia fixa tradicional já não eram comercializadas havia vários anos.

Com tão poucos usuários, manter toda a infraestrutura tornou-se economicamente inviável.

O que substituiu as antigas linhas?

As ligações não desapareceram.

O que deixou de existir foi a tecnologia baseada em cabos de cobre.

Hoje, os serviços de voz são oferecidos principalmente por:

  • fibra óptica;
  • telefonia via internet (VoIP);
  • redes móveis 4G e 5G;
  • aplicativos de comunicação online.

Essas tecnologias oferecem maior qualidade de áudio, mais estabilidade e integração com internet de alta velocidade.

Uma despedida simbólica

O encerramento da rede foi marcado por uma última ligação oficial.

A chamada aconteceu entre:

  • Topi Manner, presidente da operadora Elisa;
  • Jarkko Saarimaki, diretor da agência finlandesa de Transportes e Comunicações.

Durante a conversa, ambos relembraram a importância do telefone fixo nas últimas décadas.

Ao final, encerraram a ligação utilizando a expressão finlandesa “kuulemiin”, equivalente a “até logo” ou “falamos depois”.

O gesto simbolizou oficialmente o fim da rede nacional de telefonia fixa baseada em cobre.

Uma tecnologia com mais de 140 anos

A telefonia fixa chegou à Finlândia ainda na década de 1880.

Durante boa parte do século XX, ela foi o principal meio de comunicação entre famílias, empresas e órgãos públicos.

O auge da tecnologia ocorreu entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990, quando praticamente todas as residências possuíam uma linha telefônica.

A chegada dos celulares mudou tudo

O crescimento da telefonia móvel transformou completamente esse cenário.

Curiosamente, a própria Finlândia teve papel importante nessa revolução.

O país ficou mundialmente conhecido por sediar a Nokia, empresa que liderou o mercado global de celulares durante muitos anos.

Com a popularização dos aparelhos móveis, o telefone fixo passou a perder espaço rapidamente.

Mais tarde, aplicativos de mensagens e chamadas pela internet aceleraram ainda mais essa mudança.

Outras operadoras já haviam encerrado o serviço

A Elisa foi a última grande empresa finlandesa a manter a rede de cobre.

Antes dela:

  • a Telia encerrou o serviço em 2019;
  • a DNA desativou suas linhas convencionais no início de 2026.

Agora, apenas pequenas operadoras locais continuam oferecendo telefonia fixa em algumas regiões específicas, atendendo um número bastante reduzido de clientes.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O que acontece com a rede de cobre?

Após o desligamento, a tendência é que grande parte da antiga infraestrutura seja desativada.

Em muitos casos, os cabos de cobre vêm sendo substituídos por redes de fibra óptica.

Além de oferecer velocidades muito superiores para internet, a fibra também permite chamadas telefônicas digitais utilizando a mesma conexão.

Outros países seguem o mesmo caminho

A Finlândia não está sozinha.

Diversos países vêm reduzindo ou encerrando gradualmente suas redes tradicionais de telefonia fixa.

O movimento é impulsionado por fatores como:

  • alto custo de manutenção;
  • baixa quantidade de usuários;
  • expansão da fibra óptica;
  • crescimento das redes móveis;
  • digitalização dos serviços de comunicação.

Em vários mercados, as operadoras já priorizam exclusivamente conexões de internet e telefonia digital.

E no Brasil?

No Brasil, o telefone fixo ainda existe, mas seu uso diminuiu significativamente nos últimos anos.

Dados do setor mostram que milhões de consumidores cancelaram suas linhas tradicionais devido ao avanço de alternativas como:

  • telefonia celular;
  • chamadas por aplicativos;
  • serviços VoIP;
  • planos de fibra óptica que incluem telefonia digital.

Apesar disso, o serviço continua disponível em diversas regiões e ainda é utilizado por empresas, órgãos públicos e parte da população.

Até o momento, não existe qualquer anúncio de desligamento nacional das linhas fixas no país.

O futuro das telecomunicações

Telefone
Imagem: Freepik

A decisão da Finlândia representa mais um capítulo da transformação digital das telecomunicações.

Ao substituir definitivamente a antiga infraestrutura de cobre por tecnologias mais modernas, o país reduz custos operacionais e amplia a oferta de serviços digitais de alta velocidade.

Embora o telefone fixo tenha marcado gerações e desempenhado papel fundamental no desenvolvimento das comunicações, a tendência mundial aponta para um futuro cada vez mais conectado por fibra óptica, redes móveis de alta capacidade e serviços baseados na internet, tornando as antigas linhas analógicas parte da história da tecnologia.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

Topicos relacionados