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Fintech Cora mira pequenas empresas e disputa mercado com Banco Inter e Nubank

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A partir de 2020, as pequenas e médias empresas contarão com um recurso a mais. A fintech brasileira Cora começará a operar no primeiro semestre do ano que vem e já recebeu um aporte de US$ 10 milhões. A rodada de investimentos, do tipo “semente”, foi liderada por dois fundos de investimento: Kaszek Ventures e Ribbit Capital. O anúncio do aporte foi feito em 4 de dezembro.

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Propósito da Fintech Cora

Os fundadores da Cora já têm experiência nesse mercado de fintechs. Igor Senra e Leonardo Mendes são os criadores da empresa de pagamentos online MOIP, que nasceu no ano de 2007. Em 2016, eles venderam a empresa para a Wirecard e agora iniciam uma nova empreitada.

“Criamos a Cora para perseguir nosso objetivo de vida, que é resolver os problemas financeiros enfrentados pelas pequenas e médias empresas. Esses negócios produzem 67% do PIB brasileiro, mas são totalmente mal atendidos pelos bancos tradicionais”, explicou Senra.

A fintech Cora tem o intuito de oferecer contas digitais focadas em PMEs (Pequenas e Médias Empresas), que tenham faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. A fintech já está operando em beta e, por enquanto, sendo testada apenas por convidados. No futuro, a ideia é oferecer aos clientes produtos de crédito, gerenciamento financeiro e de pagamentos.

“Até agora, as grandes instituições financeiras construíram principalmente produtos focados em pessoas físicas ou grandes clientes corporativos e ignoraram totalmente as pequenas e médias empresas, que são os criadores de valor mais relevantes em nossas economias”, disse em entrevista Mendes, líder de produtos e tecnologia da fintech.

“Queremos oferecer um conjunto de produtos financeiros de alta qualidade, centrado no cliente, que atenda às necessidades específicas não atendidas das empresas de nossos clientes”, contou Mendes no anúncio do investimento.

Quem tem uma pequena empresa e está interessado no produto pode entrar na lista de espera no site da fintech Cora. Atualmente, a Cora está contratando 60 profissionais, incluindo engenheiros de software e designers de produto.

Outros serviços financeiros para pequenas empresas

Já existem no mercado diversas empresas que oferecem contas, cartões de crédito e outros serviços financeiras para PMEs. Um exemplo é o Banco Inter, que tem contas digitais para MEIs e pequenas empresas.

A conta para micro empreendedores individuais do Banco Inter é totalmente digital e gratuita. No entanto, para obter a conta MEI na instituição é preciso primeiros ter aberta uma conta pessoa física com eles. Depois que a conta de pessoa física tiver aberta, basta solicitar a conta MEI pelo aplicativo. Ela emite boletos, tem convênio com máquinas de cartão, permite depósito de cheque por imagem e disponibiliza até 100 TEDs por mês.

Para quem não se enquadra no MEI, existe a conta Pessoa Jurídica do Banco Inter, na qual os clientes têm direito a cartão Mastercard para uso no débito, maquininha de cartão, entre outros serviços.

O Nubank também é uma fintech que oferece conta digital para PJ, sendo mais focado em microempresas. O serviço está em fase de testes e é possível participar entrando na lista de espera da instituição.

As funções da conta empresarial do Nubank são parecidas com a conta de pessoa física, sendo possível fazer transferências, pagar e emitir boletos, fazer cobranças, por exemplo, entre outras funcionalidades.

Segundo Cristina Junqueira, vice-presidente do Nubank, “como empreendedores, nós sentimos na pele o peso que a burocracia e as altas tarifas podem ter sobre um negócio”.

Crescimento do mercado de contas digitais

Uma tendência no mercado brasileiro são as contas digitais. Elas estão crescendo devido à demanda de clientes cansados de taxas abusivas e burocracia na hora de usar os serviços financeiros. Anuidade zero, controle da conta por aplicativo, transferências sem taxas e programas de pontos para o uso do cartão de crédito, por exemplo, são algumas das vantagens das fintechs.

Exemplo desse crescimento é o Nubank ter registrado em 2019 cerca de R$ 400 milhões em investimento. Assim como a empresa, outras receberam investimentos no Brasil para oferecer mais e melhores soluções financeiras.

Até mesmo os bancos tradicionais estão entrando nesse mercado das fintechs. O Bradesco, por exemplo, lançou o Banco Next, que tem todas as funções da instituição financeira, mas é controlado apenas pelo aplicativo sem a burocracia dos grandes bancos.

O Itaú também lançou seu próprio aplicativo, o Iti, aplicativo similar ao Picpay, tendo em comum também a função de pagar em estabelecimentos com o QR Code. Ele permite realizar e receber pagamentos, podendo ser usado por quem não é correntista do banco. É possível adicionar saldo por boleto ou transferência, assim como usar um cartão de crédito como meio de pagamento.

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Imagem: Reprodução/LinkedIn Cora

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