Você sabia que os boletos bancários são a forma de pagamento preferida de 75% dos consumidores brasileiros? Essa preferência se dá pelas taxas menores e a facilidade de emissão. Além disso, ainda existe a desconfiança na hora de colocar dados do cartão de crédito em lojas virtuais. Para facilitar a vida dos consumidores que preferem esse meio de pagamento e das empresas que precisam emitir os boletos, surgiu a fintech Galax Pay, em Minas Gerais. Ela é focada em cobranças recorrentes, como o caso de assinaturas e mensalidades, para evitar a geração de boletos todos os meses.

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Fintech emite boletos automáticos e faz cobranças recorrentes no cartão de crédito

Como funciona o Galax Pay

A fintech é voltada para empresas e profissionais autônomos que precisam fazer cobranças recorrentes.Primeiro, é preciso cadastrar o nome, CPF ou CNPJ e e-mails do cliente. Depois, cadastrar os dados da cobrança (valor, periodicidade e datas de vencimento). A partir disso, a cobrança é feita automaticamente. Ou seja, naquela data de vencimento, o cliente recebe o boleto ou a cobrança automática no cartão de crédito.

Entre as vantagens citadas pela própria Galax Pay, estão a integração com a principais operadoras de crédito, a facilidade de cadastrar cobranças em 2 minutos e a integração com diversos tipos de sistema.

A plataforma da fintech oferece cobrança automática no cartão de crédito (como ocorre com serviços famosos como Spotify e Netflix), geração automática de boletos bancários registrados e cobrança por débito automático na conta do cliente, evitando a inadimplência. Eles também permitem fazer o agendamento de envios futuros de boletos e configurar notificações de lembretes sobre os pagamentos, para que a inadimplência seja reduzida.

Fintechs brasileiras de pagamento

Além da Galax Pay, existe um player forte nesse mercado, que é o EBANX. Essa startup brasileira tem como objetivo facilitar que empresas de fora da América Latina possam vender para cá, usando métodos de pagamento locais. Exemplos de empresas que usam o EBANX são o Spotify e o Airbnb.

Os fundadores da EBANX são três empreendedores diferentes um do outro: Alphonse Voigt esportista, João Del Valle, cientista da computação, e Wagner Ruiz, especialista em mercado financeiro. Logo no início, eles foram escolhidos para mostrar a ideia de negócio para os executivos da Endeavor Global, em Miami.

Pagamento de boletos ainda é forte no Brasil

Segundo a Febraban, no país são pagos mais de 10 milhões de boletos por dia, contabilizando 3,7 bilhões por ano. Os boletos permitam que todos possam fazer compras, afinal quem não tem acesso a crédito (está negativado) opta por esse meio de pagamento. Além disso, pessoas que não tem conta em banco conseguem fazer pagamentos levando o boleto até uma lotérica. O Brasil tem uma grande população “desbancarizada”, segundo os com dados do IBGE.

No ano passado, existiam aproximadamente 60 milhões de pessoas economicamente ativas sem vínculo com banco, o que corresponde a mais da metade do todo. Esse grupo movimenta, por ano, R$ 665 bilhões em transações, que é aproximadamente 10% do PIB brasileiro.

Fora essas razões, ainda existe o receio no uso do cartão de crédito, principalmente na internet. Por isso pessoas com pouca familiaridade com o mundo digital preferem os boletos na hora de fazer compras online. A grande desvantagem é a demora no processamento do pagamento, que pode levar dias, enquanto com o cartão de crédito acontece na hora.

Os boletos bancários existem no Brasil desde 1993. Atualmente, esse sistema de pagamento gera 3,7 bilhões de transações por ano. O boleto contabiliza cerca de 25% de todos os pagamentos online. Em 2016, o Sebrae apontou que o boleto era a segunda forma de pagamento mais aceita do comércio eletrônico brasileiro.

Os boletos podem ser pagos em qualquer um dos mais de 48 mil caixas eletrônicos do Brasil, assim como pelos aplicativos de internet banking.

Inadimplência no país é grande

Segundo o Serasa, 40% da população brasileira tem dívidas atrasadas. Por isso as fintechs que oferecem soluções de pagamento automatizado são tão atrativas para as empresas. Em março de 2019, existiam 63 milhões de inadimplentes no Brasil.

No início do ano é quando esse número se acentua, afinal é quando entram no orçamento do brasileiro diversos gastos, como IPTU, IPVA, material escolar, gastos com férias, entre outros. Também segundo o Serasa, um em cada cinco inadimplentes no Brasil tem entre 41 e 50 anos. Esse dado está ligado ao desemprego, que atinge mais essa faixa etária. As maiores dívidas são com os bancos e cartões de crédito. No ranking por estados, Roraima é o que lidera os casos de inadimplência.

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