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Foi demitida e descobriu que estava grávida? Entenda seus direitos

Foi demitida e descobriu que está grávida? Descubra seus direitos, conheça a estabilidade e garantia de emprego.

Gabriela Ferraz CamargoPor Gabriela Ferraz Camargo3 min de leitura
A imagem mostra uma mulher gravida, com a barriga de perfil, em preto e branco.

Em um país como o Brasil, em que a maioria das mulheres faz parte da força de trabalho, um tema que gera bastante dúvida e preocupação é a questão da demissão durante a gestação. Apesar de a Constituição Federal garantir a estabilidade no emprego para as gestantes, muitas vezes não se cumpre essa proteção, gerando angústia e incerteza para a futura mãe.

Se você sofreu demissão e descobriu que está grávida, é fundamental entender que a legislação brasileira garante a estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Isso impede que a empresa te dispense sem justa causa durante esse período.

Além disso, você tem direito à licença-maternidade, sendo de 120 dias, podendo ampliar em situações especiais. Buscar orientação jurídica é essencial para assegurar seus direitos e proteger sua saúde e a do seu bebê.

Demissão de grávidas é ilegal no Brasil

Imagem de uma mulher grávida segurando uma mochila cinza
Imagem: Peter Schulzek / shutterstock.com

O Artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988 estabelece que é proibido dispensar de forma arbitrária ou sem justa causa a empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Para assegurar seus direitos, é importante buscar orientação jurídica e, se necessário, recorrer à Justiça do Trabalho para obter a reintegração ao emprego e receber os salários e benefícios a que tem direito. A gestação é um momento especial que requer cuidados, portanto, é essencial agir com assertividade para garantir a proteção legal durante a gestação.

Direitos da gestante demitida

Assim, a demissão de gestantes é nula de pleno direito. Isso significa que a trabalhadora tem direito à reintegração ao trabalho e ao recebimento dos salários e demais direitos trabalhistas que deixou de receber durante o período de afastamento.

Então, esses direitos incluem salário-maternidade, 13º salário, férias, adicionais legais, participação nos lucros e resultados da empresa, entre outros.

O que fazer após a demissão

Se sofreu uma demissão e depois descobriu que estava grávida, é importante agir prontamente para garantir seus direitos. O primeiro passo é informar a situação à empresa por escrito e solicitar sua reintegração. Faça um requerimento formal e peça um protocolo de entrega para comprovar o envio.

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Se a empresa se recusar a reintegrá-la, busque imediatamente a Justiça do Trabalho para fazer valer seus direitos. Recomenda-se contratar um advogado para auxiliá-la nesse processo. Caso não tenha condições financeiras, é possível recorrer à Defensoria Pública para obter assistência jurídica gratuita. Lembre-se, é importante que respeitem seus direitos, e a lei está do seu lado para protegê-la durante a gestação.

Imagem: boristrost / pixabay.com

Gabriela Ferraz Camargo

Autor

Gabriela Ferraz Camargo

Gabriela Ferraz Camargo é bacharel em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e atualmente cursa Publicidade e Propaganda na ESAMC (Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação). No portal Seu Crédito Digital, atua como redatora com foco em temas de interesse público, programas sociais, consumo e cotidiano. Sua formação multidisciplinar contribui para a criação de conteúdos claros, úteis e bem estruturados, que ajudam os leitores a tomar decisões mais conscientes no dia a dia.

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