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O vilão oculto da sua conta de luz: consome o equivalente a 65 geladeiras e você nem percebe

O forno elétrico pode ser o maior vilão da sua conta de energia, com consumo equivalente ao de 65 geladeiras. Saiba como reduzir o gasto.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Energia

Na tentativa de economizar na conta de energia, muitas famílias brasileiras adotam medidas como trocar lâmpadas, desligar aparelhos em stand-by ou evitar banhos longos com chuveiro elétrico. No entanto, um eletrodoméstico muitas vezes passa despercebido, apesar de ser um dos maiores responsáveis pelo alto consumo energético doméstico: o forno elétrico.

Segundo especialistas em eficiência energética, o forno pode chegar a consumir o equivalente a 65 geladeiras funcionando ao mesmo tempo. Isso o coloca como um dos principais vilões da conta de energia, especialmente em residências onde é utilizado com frequência.

Potência elevada, gasto elevado

O vilão oculto da sua conta de luz: consome o equivalente a 65 geladeiras e você nem percebe energia
Imagem: Freepik

Para entender o impacto do forno elétrico, é preciso analisar seu funcionamento. Uma geladeira comum consome entre 300 e 800 watts por hora, operando de forma contínua, mas em ciclos intermitentes.

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Já o forno elétrico trabalha com potências muito superiores. Isso significa que, ao ser ligado por apenas uma hora, ele pode gastar tanto quanto dez geladeiras ligadas ao mesmo tempo — e, ao longo de um mês, esse número pode subir ainda mais dependendo do uso.

EletrodomésticoPotência média (W)Consumo mensal estimado (kWh)
Geladeira40030–50
Forno elétrico3.00040–90

Fonte: Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE)

Por que o forno elétrico consome tanto?

O calor intenso como vilão

O segredo do alto consumo está no processo de aquecimento. O forno precisa converter energia elétrica em calor intenso para atingir temperaturas que chegam a 250°C ou mais. E para manter essa temperatura durante longos períodos, ele precisa operar em potência máxima.

Além disso, muitos usuários não consideram o tempo de pré-aquecimento e a repetição de usos ao longo do dia ou da semana — fatores que elevam ainda mais o consumo.

Estratégias para economizar usando o forno

Planejamento é a chave

A boa notícia é que é possível usar o forno elétrico sem comprometer o orçamento, desde que sejam adotadas estratégias conscientes de uso.

Cozinhe em lote

Ao invés de usar o forno diversas vezes na semana, concentre o preparo de receitas em um único dia. Cozinhar vários pratos simultaneamente ou em sequência evita ligações frequentes do equipamento.

Use o calor residual

Desligar o forno 5 a 10 minutos antes do fim do tempo previsto ainda permite concluir o preparo com o calor que permanece no interior, economizando energia sem comprometer o resultado.

Evite abrir a porta durante o uso

Cada vez que a porta do forno é aberta, há uma perda brusca de temperatura. Isso obriga o aparelho a consumir ainda mais energia para recuperar o calor perdido.

Consumo oculto: o standby invisível

Alguns modelos modernos de forno elétrico contam com painel digital e funções automáticas que continuam consumindo energia mesmo após o uso, caso o aparelho permaneça plugado na tomada.

A recomendação dos especialistas é desconectar o plugue da tomada sempre que o forno não estiver em uso. Pode parecer um detalhe irrelevante, mas ao longo de um mês, esse consumo fantasma pode representar um gasto considerável.

Alternativas mais eficientes ao forno elétrico

Vale a pena investir em outro equipamento?

Dependendo do uso, pode ser mais vantajoso substituir o forno elétrico por opções mais eficientes e econômicas, como:

Air fryer

Consome menos energia e assa alimentos de forma rápida, sendo ideal para pequenos pratos.

Forno a gás

Apesar do custo inicial maior, o uso do gás pode gerar economia a médio e longo prazo, especialmente em lares com uso frequente de forno.

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Forno micro-ondas

Indicado para aquecer e preparar certos tipos de alimentos com menor consumo energético.

Educação energética: um caminho necessário

O vilão oculto da sua conta de luz: consome o equivalente a 65 geladeiras e você nem percebe
Imagem: gpointstudio/Freepik

O papel da conscientização

Muitas vezes, os maiores vilões da conta de luz não são os aparelhos em si, mas o uso inconsciente ou excessivo. A educação energética — promovida por escolas, campanhas públicas ou dentro de casa — é uma das ferramentas mais eficazes para evitar desperdícios.

Envolver toda a família

Criar hábitos sustentáveis depende da colaboração de todos. Incentivar crianças e adolescentes a entender como a energia funciona e como economizá-la pode ter efeitos duradouros.

Perguntas frequentes

Deixar o forno ligado na tomada gasta energia?
Se ele tiver painel digital ou modo standby, sim. Recomenda-se retirá-lo da tomada após o uso.

Qual alternativa mais econômica ao forno elétrico?
O forno a gás e a air fryer são opções mais eficientes em termos de consumo energético.

Vale a pena trocar o forno elétrico por outro equipamento?
Se o uso for frequente, sim. A economia a longo prazo pode compensar o investimento inicial em outro modelo.

Posso usar o forno elétrico e ainda economizar?
Sim. Com planejamento, uso racional e alguns cuidados simples, é possível minimizar o impacto na conta de luz.

Considerações finais

O forno elétrico pode ser um aliado valioso na cozinha, mas também representa um risco silencioso à economia doméstica se for usado sem planejamento. Seu alto consumo de energia, comparável ao de dezenas de geladeiras, exige atenção redobrada.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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