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Wellington Dias diz que encontrou fraudes nos programas sociais: “Era uma esculhambação”

Wellington Dias denuncia fraudes no Auxílio Brasil durante o governo Bolsonaro e prevê economia de R$ 7,7 bilhões com revisão de cadastros.

Talita FerreiraPor Talita Ferreira3 min de leitura
Ministro descarta estudos para aumentar o Bolsa Família

A gestão dos programas sociais do Brasil tem passado por uma ampla reestruturação desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. À frente do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o ministro Wellington Dias vem promovendo uma série de mudanças para tornar os critérios de acesso aos benefícios mais rigorosos e transparentes.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou nesta quarta-feira (7) que a gestão anterior dos programas sociais foi marcada por descontrole e fraudes.

A fala ocorre em meio à intensificação das ações de fiscalização e revisão dos cadastros dos programas sociais, com objetivo de garantir que os recursos públicos cheguem a quem realmente precisa e combater irregularidades que comprometem o sistema de proteção social.

Entrevista a programa de TV

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, o titular da pasta criticou a forma como o Auxílio Brasil, nome dado ao Bolsa Família durante o governo Bolsonaro, foi conduzido.

“Quando assumi, encontramos fraudes no Auxílio Brasil. Era uma esculhambação. Gente com documento falso, gente que já tinha morrido recebendo benefício”, declarou o ministro.

Rede de fiscalização foi retomada

Presidente Lula em debate presidencial
Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com

Logo no início do governo Lula, foi reativada a Rede Federal de Fiscalização, com a participação de órgãos como a Polícia Federal (PF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo Dias, essa estrutura tem sido essencial para detectar e cancelar cadastros irregulares no Cadastro Único (CadÚnico).

A nova fiscalização trouxe resultados rápidos: milhares de benefícios foram cancelados sem contestação, indicando que muitos dos registros realmente estavam fora das regras.

Suspensões atingiram famílias unipessoais

Desde o início do mandato, o governo suspendeu mais de 2,4 milhões de benefícios de famílias unipessoais, ou seja, compostas por apenas uma pessoa. Essa categoria é considerada de maior risco para fraudes, já que o cadastro individual permite, em alguns casos, o uso de dados falsos.

Atualmente, o Bolsa Família atende 20,5 milhões de famílias, das quais 3,5 milhões são unipessoais.

Entrevista domiciliar agora é obrigatória

Em março, um novo decreto passou a exigir entrevista domiciliar para famílias unipessoais interessadas no Bolsa Família. A medida visa comprovar a condição real de vulnerabilidade e evitar que registros falsos voltem a comprometer os recursos públicos.

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Previsão de economia bilionária

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com essas e outras medidas de revisão cadastral, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) projeta uma economia de R$ 7,7 bilhões em 2025. Os recursos poupados poderão ser direcionados a famílias que realmente atendem aos critérios de renda e vulnerabilidade.

“Trabalhamos com o dinheiro do povo, e é nosso dever garantir que ele vá para quem realmente precisa”, ressaltou Wellington Dias.

Entenda o que mudou no Bolsa Família

bolsa família
Imagem: Freepik e Canva

Com a volta do Bolsa Família em 2023, diversas alterações foram feitas para reforçar os critérios de concessão do benefício:

  • Entrevistas presenciais e visitas domiciliares;
  • Maior cruzamento de dados com outros sistemas do governo;
  • Exigência de atualização constante do CadÚnico;
  • Restrição ao cadastro de múltiplas famílias no mesmo endereço.

Essas mudanças têm o objetivo de melhorar a focalização dos recursos públicos e garantir que o programa continue a atender quem mais precisa.

Talita Ferreira

Autor

Talita Ferreira

Talita Ferreira é redatora no portal Seu Crédito Digital, onde aplica seu rigor acadêmico e experiência em linguagem para tornar conteúdos econômicos, sociais e informativos mais claros e acessíveis. Doutoranda e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui também pós-graduação em Revisão Textual e em Educação, Gêneros e Sexualidade pela UniVitória. É graduada em Letras pela UFJF e tem sólida atuação em revisão, produção de conteúdo e pesquisa em linguagem.

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