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Fraudes em bancos aumentam e seguem prejudicando ainda mais clientes

Fraudes bancárias estão em alta, prejudicando muitos clientes. Descubra como se proteger e evitar cair nessas armadilhas.

As fraudes bancárias continuam a ser um grande desafio no Brasil, afetando milhões de consumidores e impondo riscos significativos à estrutura financeira. Segundo um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cerca de 20% dos entrevistados reportaram ter sido vítimas de fraude financeira no último ano.

Essas atividades ilícitas que vão desde a clonagem de cartões até empréstimos fraudulentos, não apenas causam prejuízo financeiro direto aos consumidores, mas também sobrecarregam o sistema judiciário com numerosas ações relacionadas ao tema.

Como as instituições estão combatendo as fraudes?

Pessoa digitando em um teclado de computador. Em cima, um sinal de alerta em vermelho. golpes
Imagem: SObeR 9426 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Apesar dos avanços tecnológicos facilitarem novos métodos de fraudes, como o uso de “deepfake” e clonagem via WhatsApp, as instituições financeiras, em colaboração com a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e o Banco Central do Brasil (BCB), têm desenvolvido campanhas de conscientização e aprimorando seus sistemas de segurança bancária.

As áreas de atuação variam de sistemas anti-fraude mais robustos a programas de educação para clientes, visando reduzir os riscos e exposição a tais crimes.

Os golpes mais frequentemente reportados pelos usuários envolvem engenharia social, em que criminosos se aproveitam de erros humanos para obter acesso a informações privadas. O golpe da falsa central de atendimento, por exemplo, é um dos mais comuns e resultou em um prejuízo de cerca de R$ 2,5 bilhões apenas em 2022.

Medidas alternativas para a resolução de conflitos

Para reduzir a judicialização das fraudes bancárias, foi criado o portal Consumidor.gov.br. Este meio permite uma interação direta entre consumidores e empresas para resolver litígios de maneira mais rápida e menos onerosa que nos tribunais tradicionais. Desde sua inauguração, o portal já registrou mais de 7,7 milhões de reclamações, das quais 27,9% são relacionadas a serviços financeiros.

Embora plataformas como Consumidor.gov.br ofereçam soluções eficazes, muitos casos ainda chegam ao judiciário. Dados do Relatório Justiça em Números 2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que mais de 5,3 milhões de ações de consumo foram registradas, com uma significativa porção relacionada a atividades financeiras.

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Esta alta taxa de judicialização pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a persistente crença de algumas instituições de que não devem ser responsabilizadas por fraudes oriundas do compartilhamento de dados por parte dos clientes.

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