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Golpes no Nubank: dinheiro roubado é sacado em apenas 7 minutos!

Saiba como se proteger de fraudes no Pix. Nubank alerta sobre golpes rápidos e engenhosos, destacando a importância da segurança e mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Pix

Os golpes financeiros no Brasil têm ganhado sofisticação, especialmente com a popularização do Pix. O Nubank, uma das maiores fintechs do país, revelou que, em média, criminosos levam apenas sete minutos para transferir o dinheiro de suas vítimas para contas de “laranjas” e realizar saques.

Segundo Fabiola Marchiori, vice-presidente de engenharia e gerente geral de combate a fraudes do Nubank, 70% dos clientes que são alvo desses golpes acabam caindo, mesmo com alertas frequentes da instituição.

Abaixo, entenda como funcionam esses golpes, os esforços das instituições financeiras para combatê-los e como se proteger contra fraudes cada vez mais elaboradas.

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Imagem: releon8211 / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Como os golpes no Pix são realizados?

Durante o Mobile Time — evento sobre segurança financeira — Fabiola Marchiori destacou que a engenharia social é uma das principais técnicas utilizadas pelos criminosos. Essa abordagem visa manipular emocionalmente as vítimas, convencendo-as a realizar ações que favorecem os golpistas.

É um método que explora a confiança e a boa-fé dos usuários, e, por isso, atinge pessoas de todas as idades e classes sociais.

Após obter acesso aos dados ou ao próprio aparelho da vítima, os golpistas rapidamente transferem o dinheiro para contas de terceiros, conhecidas como contas de “laranjas”, que facilitam o processo de saque e dificultam o rastreamento do valor.

Medidas de segurança do Nubank para evitar golpes

nubank
Imagem: Lais Monteiro / Shutterstock.com

Para conter esses crimes, o Nubank tem investido em tecnologias que visam atrasar transferências suspeitas. Dependendo da análise de risco, o banco pode suspender transações que apresentam características suspeitas, retardando o envio por um período que pode variar de três horas até o dia seguinte.

Essa suspensão temporária permite que o banco verifique a autenticidade da transação e, caso seja necessário, alerte o usuário sobre um possível golpe. Entretanto, essa medida pode ser limitada em casos de saques imediatos, uma vez que, após o dinheiro ser retirado em espécie, torna-se impossível recuperar o valor.

Saiba o que é o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e como ele pode ajudar

A fim de aumentar a segurança dos usuários do Pix, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) promove a ampliação do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Esse sistema, implementado para bloquear transações fraudulentas, permite que o valor transferido seja estornado antes de chegar ao destino final.

A ideia é que, mesmo que o dinheiro seja redirecionado para outras contas, ele possa ser bloqueado em diferentes camadas, ampliando a segurança.

Apesar da eficácia do MED em transações digitais, o sistema enfrenta limitações. Assim que o dinheiro é sacado, a devolução se torna inviável, pois não há como reverter uma retirada em espécie. Ainda assim, o MED representa um avanço para combater fraudes e proteger o usuário de golpes digitais.

Golpe do “Pix errado”: como funciona essa nova fraude?

Além dos métodos tradicionais, criminosos têm explorado novas estratégias para enganar as vítimas, utilizando até os próprios mecanismos de proteção do Pix. Um dos golpes recentes é o golpe do “Pix errado”. Nesse esquema, o golpista envia um Pix para a conta da vítima e, em seguida, entra em contato alegando que o envio foi feito por engano. Com isso, ele solicita a devolução do valor.

Ao devolver o dinheiro, a vítima acredita estar ajudando a corrigir um erro, mas o golpe ocorre na etapa seguinte: o golpista abre uma reclamação junto ao banco, utilizando o MED, e alega que o valor foi retirado sem sua autorização. Isso pode fazer com que o banco devolva o valor ao golpista, deixando a vítima no prejuízo.

Como evitar o golpe do “Pix errado”?

  • Desconfie de contatos inesperados: Se alguém alegar ter feito um Pix por engano, entre em contato diretamente com o banco antes de devolver o valor.
  • Verifique o extrato: Confirme se o valor realmente foi creditado em sua conta e se há informações de quem enviou.
  • Não devolva o valor sem a confirmação oficial: Caso tenha dúvidas, procure o suporte do seu banco e informe a situação.

Dicas de segurança para proteger sua conta de fraudes

Com o crescimento dos golpes, é essencial adotar medidas que assegurem a proteção de suas transações digitais. Confira algumas dicas:

1. Cuidado com mensagens e links suspeitos

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Evite clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mails que solicitam dados bancários. Bancos e instituições financeiras nunca pedem dados pessoais dessa forma.

2. Ative a autenticação em duas etapas

A autenticação em duas etapas oferece uma camada extra de segurança para proteger suas contas. Essa funcionalidade está disponível em muitos aplicativos de bancos e carteiras digitais.

3. Não compartilhe dados pessoais e bancários

Dados como senha, código de verificação e informações pessoais são confidenciais. Nunca compartilhe esses dados, nem mesmo com supostos atendentes bancários.

4. Utilize o bloqueio de tela e senha no celular

Se você utiliza aplicativos bancários no celular, é essencial garantir que o dispositivo esteja protegido por senha, biometria ou reconhecimento facial.

5. Monitore sua conta regularmente

Verifique com frequência o extrato bancário e as transações realizadas. Qualquer movimentação estranha deve ser reportada ao banco imediatamente.

Considerações finais

Os golpes envolvendo o Pix tornaram-se um problema de segurança pública, afetando pessoas de todas as idades. Instituições como o Nubank e a Febraban estão atentas ao aumento desses crimes e implementam mecanismos de proteção, como o MED, para dificultar a ação de criminosos.

Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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