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Funcionários da Record são suspeitos de usar emissora para aplicar golpe

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · · 2 min de leitura
Narla Aguiar

Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil entrou na investigação do caso que envolve três funcionários da Record, suspeitos de usar o nome da emissora para aplicar golpe. Um editor e dois repórteres da filial da empresa teriam desviado uma quantia em dinheiro referente a doações feitas para uma menina com câncer que teve sua história contada pelo programa Balanço Geral Bahia.

As informações são de que o caso teria sido descoberto pelo apresentador do programa, José Eduardo Bocão. Diante da situação, a emissora iniciou uma investigação interna, na sexta-feira (10), e que, agora, está sob responsabilidade da polícia.

Polícia investiga funcionários da Record acusados de golpe

Os envolvidos devem ser intimados pela polícia que investiga o caso dos funcionários da Record. Acredita-se que o valor retirado das doações recebidas seja de cerca de oitocentos mil reais.

Em nota, a Polícia Civil confirmou estar à frente das investigações do golpe sem citar o nome dos envolvidos.

“A Delegacia de Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes (DreofCyber), com o apoio do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), iniciou as investigações acerca de uma fraude, cujos funcionários de uma emissora de televisão são suspeitos de cometer contra telespectadores”, diz o informativo.

Com base em informações reveladas pelo portal Notícias da TV, pelo menos um editor e um repórter já teriam tido o envolvimento comprovado pela emissora. Após a confissão do editor, o funcionário da Record foi demitido da empresa.

Por meio de comunicado, a emissora afirmou que desde que tomou conhecimento do ocorrido tem realizado esforços para resolver o caso.

“Assim que recebeu as denúncias, a RecordTV Itapoan apura os fatos e tomará todas as medidas legais cabíveis para o caso”, destaca a empresa em nota.

Entenda como o caso veio à tona

Ainda segundo o portal, o apresentador do programa teria tido conhecimento do golpe através de Anderson Talisca, jogador do clube Al-Nassr, da Arábia Saudita, e de seu empresário. Juntos, eles teriam doado setenta mil reais para a campanha, que teve valores desviados por três funcionários da Record.

Na tentativa de abater o valor doado no Imposto de Renda, a equipe do jogador teria entrado em contato com a mulher que afirmou não ter recebido o dinheiro. As investigações internas revelam que os funcionários da Record teriam colocado na reportagem da menina com câncer, que foi ao ar em setembro de 2022, a chave Pix de um dos envolvidos no golpe.

Imagem: RecordTV / Reprodução

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