Recentemente, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o senador Alexandre Silveira (PSD) como ministro de Minas e Energia de sua gestão. O governo de Lula tem uma difícil decisão a tomar: ou o povo brasileiro sofrerá as consequências financeiras, ou quem sofrerá as consequências é o cofre público.
Futuro ministro de Lula faz duras críticas ao Bolsonaro, mas não descarta repetir a atitude
Futuro ministro de Lula afirma que ou os cofres públicos serão afetados, ou os consumidores, por conta de atitude de Bolsonaro. Confira.
Trata-se da redução implantada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) em sua campanha eleitoral. Sua gestão retirou o ônus do diesel, etanol e da gasolina. Além disso, as alíquotas de PIS e Confins do gás da cozinha estão isentas de maneira permanente. De acordo com Silveira, essa atitude foi “danosa”, contudo, o político não nega a possibilidade de novas diminuições de alíquotas.
Quanto isso pode custar aos cofres públicos?
O custo será de R$ 52,8 bilhões caso o governo mantenha as reduções, caso contrário, quem sofrerá os impactos financeiros serão os consumidores.
O futuro ministro de Minas e Energia afirmou que a equipe está ciente da grande questão. Portanto, o Poder Executivo e o Legislativo devem manter a maior cautela possível acerca do assunto.
Afinal, o preço do combustível volta a subir em 2023?
Silveira comentou ainda que a segurança jurídica e a atração de investimentos devem ser levados em conta para que haja um avanço na estabilidade da economia do Brasil. O futuro ministro afirmou que há possibilidade de novas desonerações, mas que o momento de transição governamental não era propício para divulgar mais detalhes.
Segundo ele, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), está desenvolvendo uma maneira de combater o impacto do valor do combustível na inflação. A medida adotada por Bolsonaro vale até o dia 31 de dezembro, porém o Ministério da Economia trabalhou em uma Medida Provisória (MP) para que a desoneração se mantivesse até março de 2023.
Sobre isso, Haddad diz que nenhuma decisão sobre essa desoneração deve ser tomada de maneira precipitada. O futuro ministro da Fazenda irá decidir o futuro dos valores dos combustíveis junto com a diretoria da Petrobras.
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Bolsonaro editou as Medidas Provisórias (MP) nos últimos dias de sua gestão, contudo, não houve uma edição em uma MP que encerrasse a desoneração, como o presidente eleito afirmou e criticou na apresentação dos ministros de sua gestão.
Portanto, mesmo diante das duras críticas da suposta medida adotada por Bolsonaro, a equipe do governo petista não se posicionou sobre a decisão de manter ou não a desoneração no preço dos combustíveis.
Imagem: Pedro França/Agência Senado
