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Futuro ministro de Lula faz duras críticas ao Bolsonaro, mas não descarta repetir a atitude

Futuro ministro de Lula afirma que ou os cofres públicos serão afetados, ou os consumidores, por conta de atitude de Bolsonaro. Confira.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Alexandre Silveira sentado com algumas folhas de papel na mão, falando ao microfone

Recentemente, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o senador Alexandre Silveira (PSD) como ministro de Minas e Energia de sua gestão. O governo de Lula tem uma difícil decisão a tomar: ou o povo brasileiro sofrerá as consequências financeiras, ou quem sofrerá as consequências é o cofre público. 

Trata-se da redução implantada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) em sua campanha eleitoral. Sua gestão retirou o ônus do diesel, etanol e da gasolina. Além disso, as alíquotas de PIS e Confins do gás da cozinha estão isentas de maneira permanente. De acordo com Silveira, essa atitude foi “danosa”, contudo, o político não nega a possibilidade de novas diminuições de alíquotas.

Quanto isso pode custar aos cofres públicos?

O custo será de R$ 52,8 bilhões caso o governo mantenha as reduções, caso contrário, quem sofrerá os impactos financeiros serão os consumidores. 

O futuro ministro de Minas e Energia afirmou que a equipe está ciente da grande questão. Portanto, o Poder Executivo e o Legislativo devem manter a maior cautela possível acerca do assunto.

Afinal, o preço do combustível volta a subir em 2023?

Silveira comentou ainda que a segurança jurídica e a atração de investimentos devem ser levados em conta para que haja um avanço na estabilidade da economia do Brasil. O futuro ministro afirmou que há possibilidade de novas desonerações, mas que o momento de transição governamental não era propício para divulgar mais detalhes. 

Segundo ele, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), está desenvolvendo uma maneira de combater o impacto do valor do combustível na inflação. A medida adotada por Bolsonaro vale até o dia 31 de dezembro, porém o Ministério da Economia trabalhou em uma Medida Provisória (MP) para que a desoneração se mantivesse até março de 2023. 

Sobre isso, Haddad diz que nenhuma decisão sobre essa desoneração deve ser tomada de maneira precipitada. O futuro ministro da Fazenda irá decidir o futuro dos valores dos combustíveis junto com a diretoria da Petrobras. 

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Bolsonaro editou as Medidas Provisórias (MP) nos últimos dias de sua gestão, contudo, não houve uma edição em uma MP que encerrasse a desoneração, como o presidente eleito afirmou e criticou na apresentação dos ministros de sua gestão.

Portanto, mesmo diante das duras críticas da suposta medida adotada por Bolsonaro, a equipe do governo petista não se posicionou sobre a decisão de manter ou não a desoneração no preço dos combustíveis. 

Imagem: Pedro França/Agência Senado

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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