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Beneficiários do CadÚnico recebem pagamento extra em 26 de janeiro

Gás do Povo inicia segunda etapa em janeiro e substituirá Auxílio Gás a partir de fevereiro, atendendo milhões de famílias do CadÚnico.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) terão acesso a um novo benefício social voltado à compra de gás de cozinha já no mês de janeiro. A partir do dia 26, o governo inicia a segunda etapa do programa Gás do Povo, que vai garantir a recarga gratuita de botijões de 13 kg para cerca de 950 mil famílias, segundo informou o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). A iniciativa foi criada para substituir o Auxílio Gás de forma permanente e ampliar o alcance da política de acesso ao gás de cozinha, considerado um item essencial para a segurança alimentar.

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O que é o programa Gás do Povo

Objetivo do programa

O Gás do Povo tem como finalidade assegurar a recarga periódica de botijões a famílias de baixa renda, sem necessidade de desembolso, por meio de um vale emitido pelo governo. A medida elimina a transferência de dinheiro e foca diretamente no produto, evitando oscilações de preços e garantindo uso adequado do recurso.

Primeira fase do projeto-piloto

Na primeira etapa, realizada em novembro de 2025, o programa beneficiou cerca de 1 milhão de famílias em 10 capitais brasileiras. A experiência foi considerada bem-sucedida pelo governo e serviu como base para ajustes antes da expansão nacional.

Entre as capitais atendidas no piloto inicial estavam São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Brasília, que juntas concentraram um número significativo de famílias do CadÚnico aptas ao benefício.

Segunda etapa começa dia 26 de janeiro

Novas capitais incluídas

A segunda etapa do piloto começa dia 26 de janeiro e ampliará o alcance para outras 17 capitais que ficaram de fora da fase inicial. Com isso, o número total de famílias atendidas no projeto-piloto chegará a aproximadamente 1,95 milhão.

Quem terá direito

Nesta fase, continuarão elegíveis:

  • Famílias inscritas no CadÚnico
  • Famílias com renda mensal familiar de até meio salário mínimo por pessoa
  • Beneficiários do Bolsa Família ou BPC
  • Famílias já atendidas pelo Auxílio Gás

Não será necessário realizar novo cadastro, já que o governo identificará automaticamente os beneficiários a partir das bases do CadÚnico.

Fim do Auxílio Gás e expansão nacional

Transição para o novo sistema

A partir de fevereiro de 2026, o Gás do Povo entra em uma etapa decisiva: a substituição definitiva do Auxílio Gás. Atualmente, o Auxílio Gás paga a cada dois meses um valor médio equivalente a 50% do preço do botijão para 5,1 milhões de famílias.

Com o novo modelo, o auxílio financeiro será eliminado e substituído pelo vale para recarga gratuita.

Segundo o MDS, essa migração será automática, sem necessidade de ação por parte das famílias beneficiárias.

Expansão para todos os municípios

O governo anunciou que o programa será expandido para os 5.571 municípios brasileiros ao longo de fevereiro. Isso significa que o acesso ao benefício será nacional já no próximo mês.

Em comunicado oficial, o Ministério do Desenvolvimento Social afirmou:

“A expansão seguirá em março de 2026, conforme a disponibilidade orçamentária, incluindo também as famílias elegíveis que não eram beneficiárias do Auxílio Gás, com expectativa de alcançar mais de 15,5 milhões de famílias.”

Com isso, o número de famílias que terão acesso ao gás gratuito deverá triplicar em relação ao Auxílio Gás atual.

Adesão das revendedoras ainda é um desafio

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Funcionamento depende da rede de distribuição

Para que o programa funcione, é necessário que revendedoras de gás de cozinha façam parte do sistema, já que são elas que realizarão a troca dos botijões por meio do vale. No entanto, a adesão é voluntária, o que acende um alerta dentro do governo.

Diferença entre as capitais

Dados obtidos pela imprensa indicam que há discrepâncias regionais relevantes na adesão das distribuidoras na primeira etapa do programa.

Fortaleza, por exemplo, registrou 71% de adesão, enquanto Salvador chegou a 62%. Por outro lado, Goiânia teve apenas 34% de participação das revendedoras, e Natal 43%.

Para o governo, essa variação acende um sinal de alerta, porque a baixa adesão pode comprometer o acesso ao gás gratuito em algumas regiões.

Avaliação do setor

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigas), Sergio Bandeira de Mello, afirmou que o valor pago pelo governo às empresas é determinante para o interesse de participação:

“Algumas não desejaram aderir, o que é legítimo. O valor pago pelo governo é um fator decisivo”, afirmou.

Mello também destacou que o comportamento do mercado deve mudar ao longo da expansão:

“Tudo indica que os números devem flutuar ao longo do programa”, disse, apostando em uma “corrida por adesão” nas próximas fases.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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