Mais de 195 mil empregos com carteira assinada foram criados em março deste ano. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, nesta quinta-feira (27/04). Os números são do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Geração de empregos no Brasil dispara; confira os números
Ministério do Trabalho divulga alta considerável nos números de novos postos de trabalho. Saldo aumenta o contingente anual. Confira!
Esse resultado é fruto de 2.168.418 admissões e 1.973.247 demissões protocolados no mês. Quando comparado com fevereiro, que registrou saldo de 245.813 empregos criados, o número caiu 20,6%.
Contudo, o resultado representa uma alta de 97,6%, em comparação com março do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o Brasil já criou 526 mil oportunidades com carteira assinada.
Repercussão dos dados
O resultado superou as expectativas do mercado, visto que, conforme pesquisa realizada pelo Broadcast, os investidores esperavam a criação de 96 mil novas vagas de trabalho. Dessa forma, todas as regiões do país registraram um saldo positivo de empregos, sendo que o Sudeste liderou a relação com mais de 113 mil oportunidades.
O saldo positivo na geração de empregos em março decorre da abertura de vagas em cinco setores da economia: serviços (responsável por 122.323 postos), construção (33.641), indústria geral (20.984) e comércio. A agropecuária é o único setor que teve números negativos ao fechar 332 cargos.
Contudo, o salário médio de admissão de novos trabalhadores caiu. O valor que antes era cerca de R$ 1990,78, agora passa a ser de R$ 1.960,72, o que representa uma redução de R$ 30,06. Ainda assim, a quantidade de carteiras assinadas no Brasil atingiu 42,97 milhões. Isso representa um crescimento de 0,46% em comparação com fevereiro.
Sobre o Caged
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O levantamento do Novo Caged aborda somente contratos que foram firmados sob carteira assinada. Devido ao fato de as empresas poderem registrar as informações de contratações e demissões de forma retroativa, os dados variam mensalmente. A pesquisa não abrange o mercado de trabalho informal.
Desde o início de 2020, as companhias devem declarar as movimentações de postos de trabalho via eSocial. A plataforma substitui o antigo sistema do Caged.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com
