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Gigante do varejo anuncia fechamento de 10 lojas

O varejo enfrenta problemas em decorrência do impacto da Americanas e do cenário econômico geral. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Tumelero

Apenas no primeiro mês deste ano, a Centauro, uma das líderes do setor varejista do país, anunciou o fechamento de 10 lojas. O motivo por trás da decisão está relacionado com uma tentativa de reduzir os custos e ampliar os lucros diante do cenário de desaceleração econômica, segundo a Bloomberg Línea. 

O encerramento das atividades ocorreu em unidades localizadas em shoppings e em outras espalhadas pelo país que apresentaram resultados abaixo do esperado.

De acordo com a empresa, neste momento, não há previsão de novos fechamentos. Conforme apontam integrantes da companhia, a Centauro passa por um processo de reestruturação.

Situação do setor varejista no Brasil

A situação do setor varejista no Brasil passou a apresentar piora com a crise instaurada pela Americanas, que agora se encontra em processo de recuperação judicial, com uma dívida de mais de R$ 40 bilhões. 

Logo depois, nomes como Marisa, Tok&Stok e Livraria Cultura começaram a mostrar resultados preocupantes. A loja de livros, uma das mais populares do país, chegou a decretar falência. 

Outras companhias famosas se somaram à Americanas no processo de recuperação, como é o caso da Saraiva e da Máquina de Vendas, controladora da Ricardo Eletro. 

Quedas na Bolsa de Valores 

Até o dia 18 de fevereiro, considerando somente dados de 2023, reunidos pela Reuters, os números das ações das varejistas na Bolsa contavam apenas com resultados negativos. Veja.

  • Americanas: -87,88%;
  • Marisa: -36,80%;
  • Westwing: -15,97%;
  • C&A: -6,55%;
  • Via: -5,83%;
  • Lojas Renner: -4,20%.

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As lojas de varejo foram afetadas pelo rombo bilionário anunciado pela Americanas, uma vez que, diante da magnitude do problema, o efeito é de insegurança entre as instituições financeiras. 

Dos grandes nomes, apenas a Arezzo e o Magazine Luiza conseguiram uma valorização das ações na Bolsa no mesmo período. 

Vale lembrar, no entanto, que, apesar dos impactos da Americanas, o cenário já era ruim para as empresas diante da escalada da inflação e da redução no poder de compra dos brasileiros, como resultado da pandemia de Covid-19.

Imagem: Jorge Aguado Martin / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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