Com o objetivo de extorquir dinheiro, golpistas têm enviado cobranças fraudulentas de falsas taxas para empresas, com foco principal nos microempreendedores individuais (MEIs). Geralmente, essa cobrança chega através do email pessoal ou empresarial da vítima.
Golpe do falso boleto MEI: entenda como a fraude funciona
Descubra como funciona o golpe do falso boleto MEI e saiba como se proteger dessa fraude que tem afetado muitos empreendedores!
Para descobrir o email dos empreendedores, os criminosos utilizam dados públicos das empresas, informados no cadastro da Receita Federal ou reunidos e vendidos em fóruns da DeepWeb. Os alvos mais frequentes são os empresários que abriram recentemente a empresa.
Golpe do boleto falso enviado para o MEI
Para aplicar o golpe, as vítimas em potencial recebem um e-mail cobrando o pagamento de uma taxa, a justificativa usada muda bastante de caso para caso.
Esse email enviado pelos golpistas vem com várias ameaças aos empresários. As alegações são que, caso o pagamento não seja efetuado, a empresa poderá ser negativada e até mesmo encerrada.
Ou seja, o golpe consiste no envio de boletos que, segundo os criminosos, são necessários para associação de entidades, ofertas de serviços (como divulgação do negócio) ou até contribuição mensal, que nesse caso é falsa.
Os golpistas se aproveitam da falta de informação do empreendedor para cobrar serviços e associações que não são obrigatórias. Segundo relatos, a cobrança falsa pode ocorrer logo nas primeiras semanas de abertura do MEI.
Como se Proteger do golpe
Para evitar ser vítima desse golpe, é importante seguir algumas recomendações:
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Antes de efetuar qualquer pagamento, é importante verificar a autenticidade da cobrança. Caso desconfie, entre em contato com a empresa associada para confirmar se a cobrança é legítima.
Lembre-se que os MEIs não precisam pagar nenhum tipo de contribuição. A modalidade é isenta dos impostos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL) e paga apenas a DAS, que tem custo fixo mensal, variando de acordo com o setor de atuação do empreendedor.
Também não compartilhe informações pessoais, como dados bancários, número do cartão de crédito e senhas, com terceiros. Os golpistas podem utilizar essas informações para realizar transações fraudulentas em seu nome.
Imagem: fizkes | shutterstock
