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Golpe do Pix indevido em conta Caixa deixa cliente no prejuízo

Um golpe do Pix indevido em conta Caixa deixa cliente no prejuízo; veja em detalhes o que aconteceu neste golpe.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Aplicativo da Caixa Econômica em fundo azul e verde

Nas últimas semanas, um novo golpe envolvendo o Pix passou a preocupar os correntistas da Caixa Econômica Federal. Nesse sentido, a artimanha deixou milhares de clientes no prejuízo ao realizarem transações indevidas.

Segundo informações divulgadas pela Caixa, o golpe do Pix aconteceu em outubro do ano passado. Na ocasião, a cliente em questão teria recebido uma ligação de um criminoso que se passava por funcionário do banco.

Como o golpe funciona?

Na ligação, ele questionou se ela havia recebido um Pix.  Ainda durante a conversa com o golpista, o suposto funcionário pedia que a cliente digitasse um número no telefone, caso contrário a transação seria cancelada.

Com o golpe, o falso empregado roubou dinheiro da mulher em questão. Ao todo, ela teria perdido R$ 49.855,06 na transação. Esse montante teria sido tirado, sem a sua autorização, da sua conta após o telefonema.

O que a Caixa diz?

Após o caso ter ganhado repercussão e devido ao alto valor perdido, a instituição financeira se pronunciou afirmando que as operações realizadas pela cliente em questão foram feitas através do internet banking.

A instituição ainda destacou que, para que o valor fosse sacado da instituição, foi utilizada a senha pessoal da correntista em um pequeno aparelho. No entanto, devido à alta quantia, o caso foi parar na Justiça, que considerou a Caixa inocente no caso. 

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Ademais, a justiça destacou que a Caixa Econômica Federal não tem qualquer relação com a ligação telefônica que roubou a vítima. Com isso, a instituição financeira não será obrigada judicialmente a indenizar a vítima. 

Por fim, o juiz ainda entendeu que o banco só pode ser responsabilizado em transações que aconteceram no internet banking após o cliente comunicar o caso. Assim, neste caso do roubo, a correntista não teria informado nada e, por isso, ela foi a responsável pela transação.

Imagem: rafapress / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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