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Golpe de troca de cartão assusta usuários, banco alerta para risco iminente

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 5 min de leitura
golpe

O cartão de crédito e débito tornou-se um dos meios de pagamento mais utilizados no Brasil, mas também um dos mais visados pelos criminosos. O chamado golpe da troca de cartão tem se espalhado rapidamente em grandes centros e pequenos comércios, colocando em risco a segurança financeira de milhões de brasileiros.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o cartão de crédito é o segundo meio de pagamento mais utilizado no país — atrás apenas do Pix — com 19,8 bilhões de transações e R$ 26,9 trilhões movimentados em 2024. Esse volume torna o sistema atraente para fraudadores que utilizam a astúcia e a distração das vítimas como principais armas.

Como o golpe da troca de cartão funciona

Farmácias golpe
Imagem: Freepik

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O golpe ocorre de maneira discreta, muitas vezes em locais com grande movimentação, como bares, restaurantes, postos de gasolina e eventos. O golpista age com naturalidade, fingindo ser funcionário do estabelecimento ou prestador de serviço.

A dinâmica da fraude

Durante o pagamento, o criminoso alega que precisa levar o cartão “para a maquininha” ou que a transação não foi concluída. Fora da vista da vítima, realiza a troca do cartão verdadeiro por outro parecido, geralmente de outro banco, mas com o mesmo formato e cor.

Com a ajuda de máquinas adulteradas, o golpista captura a senha digitada e, de posse dos dados, realiza compras, transferências ou saques em poucos minutos.

Onde o golpe é mais comum

Locais movimentados e com alta rotatividade de pessoas são os preferidos dos criminosos. Segundo especialistas em segurança bancária, os principais pontos de ocorrência são:

  • Restaurantes e bares: durante o pagamento da conta, especialmente quando o cliente não acompanha a operação;
  • Postos de combustíveis: em situações em que o frentista leva o cartão para o caixa;
  • Transportes por aplicativo: quando o motorista alega problema no Pix e oferece pagamento via maquininha;
  • Eventos e shows: em compras de alimentos, bebidas ou lembranças, onde há pressa e distração.

Consequências financeiras e emocionais

As vítimas relatam não apenas o prejuízo financeiro, mas também o abalo emocional causado pela sensação de violação e impotência. Muitos só percebem o golpe horas depois, quando notam compras indevidas ou saques não reconhecidos.

Além disso, o processo de contestação junto ao banco pode ser demorado, exigindo boletim de ocorrência, bloqueio imediato do cartão e, em alguns casos, a abertura de investigações internas pelas instituições financeiras.

Como se prevenir?

Com a sofisticação das fraudes, a prevenção é a forma mais eficaz de proteção. O Itaú Unibanco e outras instituições financeiras recomendam algumas medidas simples, mas fundamentais para evitar prejuízos.

1. Use a tecnologia a seu favor

Opte por carteiras digitais e pagamentos por aproximação (contactless). Essa modalidade dispensa o manuseio do cartão por terceiros e utiliza autenticação biométrica ou facial para confirmar as transações.

2. Mantenha o cartão sempre à vista

Durante o pagamento, nunca entregue o cartão a outra pessoa. Exija que a maquininha seja trazida até você. Se o funcionário insistir em levar o cartão para outro local, cancele a operação imediatamente.

3. Proteja sua senha

Jamais compartilhe sua senha, mesmo que o atendente pareça de confiança. Além disso, não digite o código em máquinas que não exibem o valor da compra. Cuidado com maquininhas adulteradas ou com telas escuras.

4. Verifique o cartão após o pagamento

Antes de guardar o cartão, confirme o nome e os dados impressos. Muitos consumidores só percebem a troca horas depois. Uma dica útil é colar um pequeno adesivo ou fita no cartão para facilitar a identificação imediata.

5. Ative alertas e notificações do banco

Mantenha as notificações do aplicativo bancário ativas para receber alertas em tempo real sobre transações. Assim, caso perceba alguma compra ou transferência não reconhecida, é possível agir rapidamente.

O que fazer se for vítima do golpe

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Imagem: Freepik

A rapidez na reação pode minimizar os danos. Veja os passos recomendados pelos bancos:

Bloqueie o cartão imediatamente

Entre no aplicativo do banco e bloqueie o cartão assim que notar algo suspeito. Caso não consiga pelo app, entre em contato com a central de atendimento.

Registre um boletim de ocorrência

Procure a delegacia mais próxima e formalize o registro do crime. Esse documento é essencial para o banco analisar a devolução dos valores.

Acompanhe o caso pelo aplicativo

Algumas instituições oferecem canais exclusivos de contestação de fraude, permitindo acompanhar o andamento do caso pelo aplicativo ou site.

FAQ – Perguntas frequentes

Onde o golpe ocorre com mais frequência?
Em locais de grande movimentação, como restaurantes, postos de gasolina, transportes por aplicativo e eventos públicos.

Como identificar que meu cartão foi trocado?
Verifique o nome e número impressos após cada transação. Qualquer diferença indica possível troca.

O que fazer se perceber o golpe?
Bloqueie o cartão pelo aplicativo, notifique o banco imediatamente e registre boletim de ocorrência.

Como evitar o golpe da troca de cartão?
Mantenha o cartão sempre à vista, utilize pagamentos por aproximação, não compartilhe sua senha e ative notificações do banco para monitorar as transações.

Considerações finais

O golpe da troca de cartão reforça a importância de manter atenção redobrada nas transações cotidianas. Embora a tecnologia traga comodidade, a segurança depende também de comportamentos preventivos.

Em um cenário de movimentação bilionária, qualquer descuido pode abrir espaço para criminosos. Portanto, nunca entregue seu cartão a terceiros, desconfie de abordagens insistentes e use a tecnologia como aliada.

A vigilância constante continua sendo a principal ferramenta para proteger seu dinheiro e sua tranquilidade.

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