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Novos golpes no pix estão enganando usuários; veja como evitar

Conheça os novos golpes no Pix e aprenda com um especialista como proteger suas transações e reagir em caso de fraude rapidamente.

Bianca BorgesPor Bianca Borges7 min de leitura
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À medida que o Pix se consolida como o principal meio de pagamento instantâneo no Brasil, os criminosos aperfeiçoam seus métodos. Os golpes envolvendo o Pix vêm se sofisticando e diversificando, explorando informações pessoais, engenharia social e falsa sensação de urgência.

O advogado especialista em Direito do Consumidor da Martorelli Advogados, André Pimentel, detalha ao Terra os esquemas emergentes, as formas de prevenção e as medidas que devem ser adotadas para minimizar os impactos caso o golpe ocorra.

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Os novos tipos de golpes no Pix

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Golpe da falsa central de atendimento

O golpe da falsa central é um dos mais frequentes. Nesse esquema, o criminoso se apresenta como funcionário da instituição bancária ou do sistema Pix.

Ele entra em contato por ligação, SMS ou WhatsApp e utiliza informações já obtidas — como parte do CPF, nome da mãe ou dados cadastrais — para ganhar credibilidade.

Com isso, o golpista informa uma movimentação suspeita e orienta o usuário a transferir o dinheiro para uma conta “protegida” que, na verdade, pertence ao próprio fraudador. A vítima transfere com o intuito de resguardar seus fundos e perde todo o valor .

Golpe do WhatsApp: clonagem de contatos

Outra estratégia recente é o golpe do WhatsApp, em que fraudadores criam perfis falsos usando foto e nome de contatos da vítima — amigos, familiares ou colegas.

Fingindo que trocaram de número, solicitam transferência por Pix com urgência, alegando estar em apuros. A vítima, emocionada e confiando no contato, envia o dinheiro para a conta do golpista .

Phishing: ofertas falsas e sites clonados

O phishing via Pix explora sites falsos que prometem produtos com descontos abusivos ou ofertas limitadas. Os golpes são divulgados por redes sociais, e-mails ou WhatsApp.

A vítima é atraída pela oportunidade, faz o Pix e nunca recebe a mercadoria ou serviço, descobrindo a fraude apenas tempo depois .

“Bug do Pix”: promessa de dinheiro duplicado

Cuidado também com o golpe do “bug do Pix”: criminosos divulgam nas redes sociais que, “por falha do sistema”, o valor enviado para determinada chave será devolvido em dobro.

A promessa de lucro fácil seduz usuários com perfil menos cauteloso. Obviamente, nenhuma quantia é devolvida, e o crime é justificado nos termos da engenharia social .

Por que os golpes no Pix estão crescendo?

A urgência e a confiança imediata

O Pix foi criado para ser rápido — e isso é usado contra os usuários. A sensação de “urgência” faz com que as vítimas não chequem as informações. Criminosos exploram esse comportamento, pressionando para que o Pix seja feito rapidamente.

Fraqueza na verificação de identificação

Ao utilizar a rede social para validar contatos, muitos confundem o nome exibido com segurança total. Infelizmente, esse ambiente facilita a criação de contas falsas que parecem legítimas.

A falta de uma autenticação forte nas plataformas multimídia permite que perfis falsos passem por verdadeiros facilmente.

Divisão de responsabilidades

O Pix é operado pelas instituições financeiras sob regulação do Banco Central. As instituições têm responsabilidade pela segurança das interfaces (apps e canais digitais), e o BC estabelece regras.

A interligação entre diferentes atores pode dificultar a prevenção e complicar o rastreamento quando o golpe ocorre.

Como evitar os golpes: orientações essenciais

Adote uma postura sempre desconfiada

Sempre que receber solicitações de Pix inesperadas, especialmente com tom de urgência, desconfie. Verifique por meios alternativos, como uma ligação ou mensagem via outro canal oficial, antes de realizar qualquer transferência .

Confirme dados cuidadosamente

Antes de concluir o pagamento, confira: nome completo do destinatário, CPF ou CNPJ, identidade da instituição (se possível), chave Pix e valor. Pequenos erros podem indicar golpe .

Nunca compartilhe senhas ou códigos

Jamais forneça dados como senhas, código de verificação ou dados bancários por mensagens ou ligação. Instituições legítimas nunca solicitam essas informações .

Evite clicar em links suspeitos

Promessas exageradas, ofertas de dinheiro fácil ou “falhas no sistema” são armadilhas. Links de SMS, WhatsApp, e-mail podem levar a páginas clonadas que roubam dados. Evite acessá-los .

Use ferramentas de segurança

Ative autenticação em dois fatores (2FA), receba alertas de transações em tempo real e permita geolocalização no app do banco. Se seu banco permite, defina limites de transação — isso pode interromper tentativas maliciosas .

Cuidado com redes Wi‑Fi públicas

Realizar Pix em redes abertas reduz a segurança. As conexões podem ser interceptadas. Prefira redes conhecidas ou use dados móveis .

E se você for vítima do golpe?

1. Bloqueie sua conta imediatamente

Use o app ou canal oficial para bloquear a conta ou o cartão. Impeça novos acessos e novas transações .

2. Avise seu banco

Comunique seu banco ou instituição financeira por meio dos canais oficiais. Explique a dinâmica do golpe e solicite interventiva rápida no fluxo de recursos .

3. Registre um boletim de ocorrência

Vá até a delegacia ou registre online. O boletim formaliza a denúncia e é base para investigações e pedidos de bloqueio ao BC .

4. Utilize o Mecanismo Especial de Devolução (MED)

O MED, regulamentado pelo Banco Central, permite que o banco do golpista seja comunicado — e, em alguns casos, devolva o dinheiro .

5. Aja com rapidez

Quanto antes o golpe for detectado, maiores as chances de reverter o prejuízo. Tempo é essencial.

O papel das instituições financeiras e do Banco Central

Segurança e prevenção pelas instituições

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Bancos devem investir em sistemas antifraude, como monitoramento de transações atípicas e alertas em tempo real. De olho no cliente, essas medidas reduzem riscos.

Regras e fiscalização do Banco Central

O BC estabelece regulamentações que obrigam bancos a estruturar canais de atendimento eficazes, implementação de ferramentas antifraude e reembolso por fraudes percebidas como falhas do sistema.

Desenvolvimento de campanhas educativas

As instituições têm força para educar consumidores. Todos os anos, campanhas com dicas, vídeos informativos e conteúdo online ajudam a formar consumidores mais protegidos.

Tecnologias que ajudam na segurança

Inteligência artificial e machine learning

Alguns bancos já aplicam IA para rastrear padrões suspeitos e impedir golpes antes que aconteçam, seja por análise de algo atípico em transações ou comportamento do aparelho.

Autenticação biométrica e tokens físicos

Expansão do reconhecimento facial, impressão digital e tokens externos são barreiras eficazes para impedir golpes.

Validação dupla de identidade

Verificações adicionais, como códigos via SMS ou e‑mail ou confirmação de dados auxiliares, reforçam a segurança no Pix.

Cultura financeira e educação digital

Personalização das ferramentas de proteção

Usuários podem adaptar limites e alertas conforme seu perfil de uso — renda, rotina ou frequência de transações.

Educação voltada para fraudes digitais

Escolas, universidades e empresas podem incorporar conteúdos sobre segurança digital e finanças pessoais desde cedo. Isso fortalece a prevenção a golpes futuros.

Cenário futuro: necessidade de regulação mais forte?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Autorregulação e responsabilização

Instituições podem desenvolver selos de segurança e certificações para aplicativos. Transparência em políticas de segurança também gera confiança.

Propostas de regulação mais rígida

Debates sobre responsabilização bancária por falhas já avançam no Congresso — propostas indicam compensação ao usuário, exigência de sistemas antifraude mais robustos e prazo limite para bancos responderem por transações — especialmente no Pix.

Inovações tecnológicas em análise de segurança

A integração de big data, biometria e análise comportamental apontam para soluções cada vez mais automáticas e eficientes na prevenção de fraudes.

Conclusão

O Pix trouxe conveniência e agilidade ao sistema financeiro, mas também se tornou alvo preferido de criminosos. Os golpes atuais — falsa central, clonagem de WhatsApp, phishing e “bug do Pix” — combinam engenharia social e falta de atenção do usuário.

O especialista André Pimentel enfatiza que a atenção redobrada, conferência cuidadosa dos dados, uso de ferramentas de proteção e reação rápida são fundamentais para evitar prejuízos.

Se, mesmo assim, você for vítima, bloqueie sua conta imediatamente, avise o banco, registre um boletim e ative o MED. Quanto mais rápida for sua ação, maior chances de reverter a situação. Proteger-se é possível — e preciso.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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