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Golpes online: Bancos têm responsabilidade? Descubra a verdade!

Exploramos a responsabilidade dos bancos em relação a golpes online. Descubra se as instituições financeiras têm obrigação diante dessas fraudes.

Como se proteger contra golpes online? Com o crescente uso de soluções financeiras on-line, o Brasil tem se tornado alvo expressivo de golpes digitais, especialmente os envolvendo transações bancárias. Segundo a empresa especializada em segurança cibernética Kaspersky, o país lidera o ranking global de ataques financeiros por malwares.

Malwares é um tipo de software malicioso, tendo registrado cerca de 1.8 milhões de incidentes entre julho de 2022 e 2023. Diante deste cenário alarmante, a questão que emerge é: qual o papel das instituições bancárias na proteção de seus clientes contra tais golpes? Continue lendo e saiba mais!

Responsabilidade das Instituições Bancárias

Especialistas afirmam que é de responsabilidade legal dos bancos garantir a segurança de seus correntistas. Segundo o advogado Paulo Akiyama, especializado em Direito do Consumidor, a proteção dos dados financeiros e pessoais dos clientes é uma responsabilidade inalienável das instituições.

Ele também enfatiza a importância de o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional estabelecerem um banco de dados contendo informações sobre diferentes tipos de “golpes”. Isso permitiria a troca de informações entre os bancos sobre as diversas práticas adotadas pelos fraudadores.

No entanto, apesar da responsabilidade legal, muitos bancos argumentam que as transações envolvem o uso de senha pessoal, cartão e aplicativo, o que poderia isentar a responsabilidade da instituição. No entanto, na prática, a responsabilidade ainda recai sobre eles.

Ações Educativas e Investimento em Cibersegurança

Homem preocupado e chateado olhando para a tela do celular
Imagem: fizkes / Shutterstock.com

No combate aos golpes digitais, as instituições bancárias têm investido tanto em medidas educativas quanto tecnológicas. A Febraban, por exemplo, afirma que os bancos associados investem até 10% de seu orçamento anual, equivalente a cerca de R$35 bilhões, em cibersegurança.

Além disso, para aumentar a conscientização dos clientes sobre as práticas de segurança, os bancos têm promovido ações educativas, alertando sobre golpes comuns e a importância da proteção de dados pessoais.

Outra ação significativa é a colaboração da Febraban com o Ministério da Justiça no aplicativo Celular Seguro, que permite o bloqueio rápido de um celular perdido, furtado ou roubado.

O que fazer em caso de golpes e fraudes?

Em caso de golpes ou fraudes, é recomendável comunicar imediatamente ao banco para que medidas apropriadas sejam tomadas. Se o banco demorar a responder e causar prejuízo ao consumidor, a instituição pode ser responsabilizada judicialmente.

Além disso, as entidades de defesa dos consumidores afirmam que não é possível culpar totalmente o cliente pelos golpes, especialmente quando há manipulação psicológica ou uso de identidade falsa por parte dos criminosos.

Proteção contra golpes online

Para proteção contra golpes, é necessário que o cliente tenha atenção ao realizar qualquer transação financeira, seja por meio de celular ou pagamento via QR Code, por exemplo. Além disso, caso receba uma ligação de alguém que afirma ser funcionário de um banco ou de alguma empresa conhecida, é essencial desconfiar e certificar-se da identidade da pessoa antes de fornecer qualquer informação.

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De maneira geral, é preciso que haja uma colaboração entre os clientes e os bancos para a prevenção de golpes. A adoção de práticas de segurança pelos clientes, junto com as medidas de proteção implementadas pelos bancos, pode ajudar a diminuir o número de golpes financeiros no país.

Imagem: SObeR 9426 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital