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Golpistas usam nome da Receita Federal para intimidar cidadãos; entenda

Receita Federal alerta para nova fraude em que golpistas usam ligações e chamadas de vídeo para intimidar cidadãos.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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A Receita Federal emitiu um comunicado de alerta à população após identificar uma nova prática criminosa que vem crescendo em diferentes estados do país.

O esquema costuma começar por meio de ligações telefônicas e, em alguns episódios, evolui para chamadas de vídeo, aumentando o poder de persuasão da prática criminosa.

Como funciona o golpe que usa o nome da Receita Federal

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Os golpistas seguem um roteiro detalhado para enganar as vítimas.

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O primeiro contato

Tudo começa com uma ligação inesperada. Do outro lado da linha, alguém se identifica como servidor da Receita Federal ou policial federal. A pessoa, geralmente, demonstra conhecimento prévio sobre dados da vítima, como nome completo, CPF e até informações sobre declarações de imposto.

Evolução para chamadas de vídeo

Em alguns casos, o contato inicial evolui para chamadas de vídeo. Nessas conversas, os criminosos exibem documentos falsificados, como crachás e ofícios supostamente emitidos pela Receita ou pela Polícia Federal, reforçando a falsa legitimidade.

Mistura de dados reais e falsos

Para aumentar a pressão psicológica, os golpistas mesclam informações verdadeiras da vítima — facilmente obtidas em vazamentos de dados — com alegações falsas. A estratégia dá credibilidade à narrativa e cria um clima de urgência.

Táticas de intimidação utilizadas pelos golpistas

O objetivo principal dos criminosos é levar a vítima a fornecer informações adicionais ou clicar em links suspeitos.

Referências a operações reais

Muitas vezes, os fraudadores citam operações de investigação de grande repercussão, como a Carbono Oculto, para dar mais veracidade ao golpe.

Links e formulários suspeitos

Após criar o clima de pânico, os golpistas costumam enviar links fraudulentos, que direcionam para páginas falsas semelhantes às do governo, com o intuito de coletar senhas, documentos e outros dados sensíveis.

O que diz a Receita Federal

A Receita Federal reforça que não realiza esse tipo de contato.

Canais oficiais

O órgão destaca que não solicita informações por telefone ou WhatsApp, não envia links para coleta de dados e nunca exige assinatura de documentos em ligações.
Toda comunicação com os contribuintes é feita exclusivamente por canais institucionais:

Impacto psicológico e financeiro sobre as vítimas

Pressão psicológica

O uso de ameaças, nomes de operações reais e supostos mandados judiciais falsos gera medo e constrangimento, levando muitos a agir de forma precipitada.

Consequências financeiras

As vítimas podem acabar fornecendo dados bancários, senhas ou mesmo transferindo valores para contas de terceiros, acreditando estar colaborando com uma investigação.

Como se proteger desse tipo de fraude

A Receita Federal orienta a população a adotar medidas preventivas simples, mas eficazes.

Desconfie de contatos inesperados

Se alguém ligar em nome da Receita Federal ou de outro órgão público, o cidadão deve desconfiar imediatamente, principalmente se houver solicitação de dados sigilosos.

Não clique em links suspeitos

Jamais acesse links recebidos por ligações, mensagens de texto ou aplicativos de conversa.

Denuncie

Ao identificar uma tentativa de golpe, o cidadão pode registrar ocorrência na Polícia Civil e comunicar o caso ao órgão federal.

A sofisticação crescente das fraudes digitais

Esse tipo de crime revela a evolução das práticas fraudulentas no Brasil.

O uso de dados vazados

Com o aumento de vazamentos de informações pessoais, criminosos conseguem montar dossiês das vítimas e criar narrativas convincentes.

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O papel da tecnologia

Chamadas de vídeo, falsificação de documentos digitais e uso de termos técnicos reforçam a sensação de legitimidade da fraude.

Medidas que estão sendo discutidas

Receita federal glossário
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com

Diante da onda de fraudes, especialistas em segurança digital defendem ações coordenadas.

Reforço em campanhas de conscientização

Campanhas educativas podem ajudar os cidadãos a reconhecer sinais de fraude e agir de forma preventiva.

Cooperação entre órgãos públicos

A troca de informações entre Receita, Anatel, Polícia Federal e Ministério da Justiça pode contribuir para identificar os responsáveis e reduzir a incidência do golpe.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. A Receita Federal liga para os contribuintes?

Não. O órgão não faz ligações ou contatos por WhatsApp para pedir dados pessoais.

2. Como identificar se uma ligação é falsa?

Se houver solicitação de informações sensíveis, pressa ou menção a investigações sigilosas, trata-se de golpe.

3. O que devo fazer ao receber uma ligação suspeita?

Não forneça dados, encerre a ligação e confirme a informação diretamente no Portal e-CAC.

4. Posso denunciar a tentativa de golpe?

Sim. A recomendação é registrar ocorrência policial e notificar a Receita Federal.

Considerações finais

A nova modalidade de golpe usando o nome da Receita Federal é mais um alerta sobre a importância da cautela no mundo digital. Misturando informações reais com falsificações, criminosos exploram a vulnerabilidade das vítimas por meio de intimidação e pressão psicológica. A melhor defesa é a informação: desconfiar de contatos inesperados, não compartilhar dados pessoais e sempre confirmar informações nos canais oficiais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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