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Google lança Gemini 4 Argon para assinantes Pro e Ultra com novos recursos de IA

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O Google começou a ampliar o acesso ao Gemini 4 Argon, seu novo modelo de inteligência artificial voltado à execução de tarefas complexas, programação e análise de informações. A novidade chegou aos assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra no aplicativo Gemini e no Modo IA da Busca, segundo as informações divulgadas pela empresa.

O lançamento representa mais um passo na disputa entre as principais empresas de tecnologia para desenvolver sistemas capazes de realizar atividades que vão além de responder perguntas. A proposta é oferecer uma inteligência artificial que siga instruções com maior precisão, produza respostas mais objetivas e auxilie em projetos que exigem várias etapas de trabalho.

Para usuários brasileiros, a novidade pode interessar especialmente a profissionais de tecnologia, desenvolvedores, pesquisadores e empresas que utilizam IA para automatizar tarefas e aumentar a produtividade.

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O que é o Gemini 4 Argon e quais são suas novidades?

Google Gemini 4 Argon
Imagem: Reprodução

O Gemini 4 Argon é apresentado pelo Google como um modelo desenvolvido para lidar com solicitações que exigem raciocínio mais elaborado e execução de tarefas prolongadas. Entre os objetivos anunciados estão a redução de respostas repetitivas, a melhoria na compreensão de instruções e o acompanhamento mais frequente de atividades demoradas.

Na prática, isso pode ajudar em trabalhos como analisar documentos extensos, estruturar projetos de software, investigar problemas técnicos e organizar informações de diferentes fontes.

Outro diferencial destacado é a capacidade de respeitar melhor as orientações de estilo. Para quem utiliza inteligência artificial na produção de conteúdo, por exemplo, esse recurso pode facilitar a criação de textos com linguagem, formato e nível de detalhamento específicos.

Entretanto, a qualidade dos resultados depende da tarefa, das instruções fornecidas e das ferramentas disponíveis. O uso do modelo não elimina a necessidade de verificar informações, especialmente em atividades profissionais ou decisões importantes.

Acesso ampliado para assinantes Pro e Ultra

Inicialmente, o acesso ao Argon estava restrito aos assinantes do plano Google AI Ultra. Com a expansão anunciada, usuários do Google AI Pro também passam a contar com o modelo no aplicativo Gemini e no Modo IA da Busca.

A disponibilidade em outras plataformas segue regras diferentes. O uso no ambiente de desenvolvimento Antigravity, por exemplo, exige o plano Ultra, conforme as condições divulgadas.

Até o momento descrito no anúncio, não havia confirmação de liberação para usuários gratuitos ou para todos os demais planos. Por isso, é importante consultar as opções disponíveis na própria conta antes de contratar uma assinatura.

Gemini ganha recursos para programação e desenvolvimento

Uma das áreas em que o Google pretende ampliar o uso do Argon é o desenvolvimento de software. A empresa também anunciou mudanças na experiência do Gemini para macOS, com acesso mais direto às ferramentas de programação com agentes do Antigravity.

A integração busca facilitar a alternância entre conversas convencionais e atividades de codificação. Com isso, desenvolvedores podem utilizar a inteligência artificial para planejar funcionalidades, escrever código, investigar erros e construir aplicações para diferentes plataformas.

A proposta acompanha uma tendência do setor: transformar assistentes de IA em ferramentas capazes de participar de fluxos de trabalho mais completos, e não apenas gerar trechos isolados de código.

Google relata avanços em projetos internos

Para demonstrar as capacidades do modelo, o Google apresentou resultados de experimentos realizados em seus próprios produtos.

No Chromium, base tecnológica do navegador Chrome, a empresa afirma que o Argon ajudou a separar componentes arquiteturais em uma base de código com dezenas de milhões de linhas. O trabalho envolveu modificações em centenas de arquivos e, segundo o Google, reduziu o tempo necessário para concluir uma refatoração complexa.

No YouTube, a companhia relata que o modelo contribuiu para otimizar a interface de comentários. A análise identificou que a renderização repetida de emojis representava uma parcela expressiva da sobrecarga de processamento. Depois de uma série de ajustes, o Google informou reduções na latência de carregamento.

Esses números são resultados divulgados pela própria empresa e não devem ser interpretados como garantia de desempenho semelhante em qualquer sistema. Os ganhos dependem da infraestrutura, do código analisado e das condições de execução.

Quanto custa usar o Gemini 4 Argon?

O preço varia conforme a modalidade de acesso. Para desenvolvedores que utilizam a Gemini API, o Google anunciou uma tarifa promocional até 30 de novembro de 2026.

Segundo os valores divulgados, o custo durante a promoção é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Depois do período promocional, os preços passam para US$ 4 e US$ 20 por milhão de tokens, respectivamente.

Tokens são unidades utilizadas para processar textos e outros conteúdos. O consumo depende do tamanho das instruções, dos dados enviados e das respostas produzidas pelo modelo.

Para empresas brasileiras, o custo final também pode variar conforme a cotação do dólar, os tributos aplicáveis e o volume de utilização. Antes de incorporar a ferramenta a um produto, vale realizar testes com tarefas reais e estimar o gasto mensal.

O acesso pelo aplicativo Gemini, por sua vez, está associado aos planos de assinatura elegíveis, cujos preços e condições devem ser consultados na oferta vigente para o Brasil.

Google também oferece iniciativa para cientistas

Gemini
Imagem: Reprodução

Outra iniciativa anunciada envolve a comunidade científica. O Google abriu inscrições para um programa que prevê oferecer a 10 mil cientistas acesso gratuito, durante seis meses, ao nível mais alto de utilização do Antigravity.

A proposta é apoiar pesquisas e projetos que demandam recursos computacionais e ferramentas avançadas de inteligência artificial. Aplicações desse tipo podem incluir análise de dados, desenvolvimento de experimentos e apoio à programação científica.

A iniciativa também demonstra a intenção da empresa de ampliar a presença de suas ferramentas em ambientes profissionais e acadêmicos.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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