Dessa forma, a Educafro Brasil entrou com uma ação na Justiça pedindo R$ 100 milhões de indenização do Google pela disponibilização do aplicativo na Play Store. Entenda o caso e confira mais detalhes sobre o processo contra a empresa de tecnologia.
Jogo disponível na Play Store permitia que usuários comercializassem escravos
O jogo disponível na Play Store, loja de aplicativos do Google, permitia que usuários comercializassem escravos aplicassem castigos e se enriquecerem do trabalho dos personagens escravizados. No simulador, os jogadores ainda tinham de evitar fugas e rebeliões.
O Google baniu o aplicativo sob a justificativa de que a empresa conta com políticas que têm como objetivo a segurança dos usuários. De acordo com ela, não é permitido aplicativos na plataforma que gerem “violência ou incitem ódio contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, ou que retratem ou promovam violência gratuita ou outras atividades perigosas.”
Educafro entrou com ação na Justiça contra o Google
Assim, a Educafro Brasil entrou com uma ação na Justiça pedindo R$ 100 milhões de indenização do Google por liberar o aplicativo na plataforma.
“Chega a ser inacreditável que, em pleno ano de 2023, a população negra, não só do Brasil, mas de todos os países onde o fato repercutiu, a testemunhar a maior empresa de tecnologia do mundo inteiro auferir com racismo explícito e clara apologia à escravidão, violência física, verbal e sexual de pessoas negras como forma de entretenimento”, como consta na ação movida pela Educafro.
No texto da ação civil pública, a ONG defende que o Google “ou qualquer outra empresa ou instituição deve se responsabilizar por seus atos ou por suas omissões”. Além disso, o jogo é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul e do Ministério Público de São Paulo.
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