O governador do Acre, Gladson Cameli, é alvo de uma operação da Polícia Federal contra corrupção e lavagem de dinheiro na gestão do estado. Dessa forma, a terceira fase da operação Ptolomeu ocorreu na manhã desta quinta-feira (9).
Governador é alvo de operação contra corrupção
O pai e o irmão do governador também são alvos da operação contra corrupção. A Justiça bloqueou mais de R$ 10 milhões dos bens do político.
Assim, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a apreensão de bens do governador, além da entrega do passaporte, proibição de saída do país e de contato com outros investigados pela operação.
O pai do governador do Acre, Eladio Cameli, e o irmão do político, Gledson Cameli, também são alvos da operação.
Justiça bloqueou mais de R$ 10 milhões em bens do governador do Acre
A Justiça bloqueou mais de R$ 10 milhões dos bens de Gladson Cameli, como veículos, imóveis e uma aeronave. Ao todo, o STJ determinou o bloqueio de R$ 120 milhões das posses dos investigados.
O objetivo é congelar os valores para um possível ressarcimento aos cofres públicos. Além disso, a Justiça ainda autorizou o afastamento de 34 agentes públicos e determinou que outras 15 empresas suspendam as atividades.
As investigações da PF apontaram para a existência de uma “organização criminosa, controlada por agentes políticos e empresários ligados ao Poder Executivo estadual acriano”.
De acordo com a corporação, a associação desviava valores públicos e ocultava a origem e o destino dos recursos por meio da lavagem de dinheiro.
Operação contra corrupção teve início em 2021
A operação Ptolomeu teve início em dezembro de 2021. Na época, o governador do Acre foi alvo das buscas e apreensões.
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Além disso, a coordenadora do gabinete de Cameli, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia e outros dois servidores do chefe do Executivo foram afastados dos cargos do STJ.
A primeira fase da operação buscava investigar o esquema de corrupção coordenado por agentes públicos e empresários.
A segunda fase ocorreu no mesmo mês, ocasionando na prisão da então coordenadora de gabinete do governador, Rosângela Gama, por tentativa de obstrução das investigações.
Imagem: Andranik Hakobyan/shutterstock.com
