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Governo estuda a criação de recurso que salvará vidas

Em uma reunião entre alguns ministros, o Governo Federal decidiu tomar algumas medidas que podem salvar vidas. Veja quais são.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Ministros em escritório no Planalto reunidos em volta de uma de mesa cheia de papeis.

O ministro da Educação, Camilo Santana, divulgou que o Governo Federal está pensando em desenvolver um Disque-Denúncia destinado à violência escolar. Na última quarta-feira (5), 4 crianças foram vítimas fatais de um ataque em uma creche de Blumenau, Santa Catarina. 

Um dia depois do ataque, houve uma reunião interministerial. A pauta da reunião previu medidas de longo e médio prazo que possam prevenir violência em creches e escolas. O disque-denúncia foi uma das ideias apresentadas. 

Na prática, as pessoas poderiam realizar a denúncia de violência escolar através do Disque 100 e do Ligue 180. O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania coordena o primeiro, enquanto o Ministério das Mulheres administra o segundo. 

Quando o governo lançará o Disque-Denúncia? 

De acordo com Santana, o governo quer desenvolvê-lo o mais rápido possível. O ministro também destacou que, além da pressa no lançamento, ele deve ser desenvolvido de uma maneira a ser mais ágil. 

No entanto, não ocorreu a divulgação da data de maneira oficial. Quando for lançado, as pessoas que suspeitarem de alguma ação de ataque escolar poderão estabelecer o contato para realizar a denúncia. Desta maneira, as autoridades responsáveis tomarão as devidas providências.

Essa não foi a única proposta apresentada na reunião. Haverá, ainda, um protocolo de emergência. Assim, as escolas irão receber orientações sobre a maneira de comportamento diante da ameaça ou situação de ataque no ambiente de aprendizado. 

Efeito contágio

Especialistas afirmam que esses ataques seguidos podem ser o conhecido “Efeito Contágio”. Dias antes do assassino de SC tirar a vida de 4 crianças, um aluno esfaqueou uma professora de 71 anos. Esta não resistiu aos ferimentos e também perdeu a vida. 

Ademais, outras escolas e instituições de ensino superior seguem recebendo ameaças de ataques. Entre elas, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), localizada em Seropédica, cidade da Baixada Fluminense do estado do Rio de Janeiro. 

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Neste caso da instituição de ensino superior, a Polícia Federal já foi notificada. Independente do nível de ensino, sem dúvidas, alunos se traumatizam com essa situação. Alguns adolescentes viram, por exemplo, a professora de 71 anos ser esfaqueada. 

Isso seria o efeito contágio, quando uma ação ganha notoriedade e desencadeia, por sua vez, em outras ações da mesma natureza. A saúde mental dos alunos também foi uma pauta. 

O mestre em psicologia, Fernando de Abreu, destacou que, sobretudo na infância, essas situações ficam na memória  e formam lembranças. Como consequência, a criança pode desenvolver o transtorno do efeito do estresse pós-traumático (TEPT). 

Imagem: Fabio Rodrigues – Pozzebom / Agência Brasil

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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