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Governo estuda aumentar impostos de gasolina

O governo federal pode aumentar os impostos em relação à gasolina e acabar com o projeto de desoneração. Veja mais!

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Gasolina

O governo federal pode aumentar os impostos em relação à gasolina para não comprometer o equilíbrio fiscal desestabilizado com a desoneração dos combustíveis. Embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha a intenção de prorrogar a medida, a ideia não é aceita amplamente pela sua equipe econômica por temer que a ação prejudique a economia em termos fiscais.

Com isso, a ideia é que o aumento dos impostos da gasolina seja implementado novamente. No entanto, a medida não será feita de forma repentina, mas sim de forma gradual. O martelo, no entanto, só será definitivamente batido no dia 1º de março.

Haddad é a favor de aumento

Um dos nomes de dentro do governo que seria a favor do aumento seria o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Prevendo que a prorrogação da isenção de impostos sobre o preço da gasolina custe 28,8 bilhões aos cofres públicos — que arrecada menos dinheiro com a isenção —, o petista defende que o aumento da gasolina ajudaria a reduzir o rombo nas contas públicas.

Anteriormente, o político já havia pedido pela tributação dos combustíveis, mas os especialistas do seu entorno votaram a favor da prorrogação da gasolina, aumentando a preocupação do mercado financeiro com o não cumprimento do teto de gastos.

Segunda alternativa para os preços da gasolina

Além de acabar com a prorrogação, o governo de Lula pode ainda adotar uma segunda medida. Segundo informações divulgadas pelo Estadão, outra medida seria estender a desoneração por mais alguns meses. Desta forma, a Petrobras (PETR4) teria tempo para reconfigurar sua politica de preços.

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Assim, a empresa formularia os preços de acordo com o cenário que se desenrola no mercado de petróleo e não necessariamente conforme os projetos estabelecidos pelo governo federal. Assim, teoricamente isso traria um equilíbrio maior para os preços de mercado, que acompanhariam a oferta e a demanda da commodity.

Imagem: jittawit21 / Shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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