Desde o começo de 2023, grandes empresas têm pedido recuperação judicial. Além disso, o sistema financeiro internacional tem sofrido fortes abalos. Diante deste cenário, as instituições financeiras do Brasil têm restringido bastante a concessão de crédito, o que fez com que o Ministério da Fazenda preparasse um pacote de medidas para remover obstáculos no mercado de crédito nacional.
Governo lançará pacote de medidas com mudanças no crédito
O Ministério da Fazenda tem preparado um pacote de medidas para remover obstáculos no mercado de crédito nacional. Confira
Para Marcos Pinto, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, que deu sua primeira entrevista à Folha de S. Paulo, os bancos brasileiros são sólidos, mas a situação atual precisa ser acompanhada de perto para que não haja repercussões maiores, como o caso da Americanas.
Reformas voltadas ao crédito
Com o objetivo de aumentar a segurança do mercado de capitais, o secretário afirma que está desenhando reformas microeconômicas voltadas ao crédito. No entanto, para que sejam implementadas, será necessário o envio de projetos de lei ao Congresso Nacional, porém algumas medidas dependem somente do poder Executivo.
Este é o caso, por exemplo, do compartilhamento de dados do Imposto de Renda com os bancos, o que daria às instituições financeiras mais informações sobre as condições do tomador do crédito, como faturamento e patrimônio.
Outras medidas do pacote
A equipe econômica também pretende acabar com o teto de juros para empréstimo entre particulares, que atualmente é limitado à taxa básica de juros (Selic). Além disso, as outras medidas adotadas serão:
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- Flexibilização das exigências para a emissão de debêntures (título principal do mercado de dívida brasileiro);
- Lançamento do Desenrola – com descontos de até 95% das dívidas de negativados, taxa de juros a 1,99% ao mês e prazo de 60 meses para pagar;
- Utilização de R$ 10 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para a implementação de medidas;
- Liberação de créditos de bancos no sistema tributário (estimados em cerca de R$ 100 bilhões) como capital para as operações de renegociação.
- Revisão de limites para taxas de juros;
- Desburocratização na concessão de crédito em bancos públicos;
- Medidas para reduzir a inadimplência e identificação de maus pagadores.
*As informações são da Folha de S. Paulo.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
