Há seculos, os países invadidos pelos europeus têm registros de endemias e pandemias. Essas doenças vinham junto com os invasores. O sistema imunológico dos povos nativos não conseguia combater os vírus trazidos do outro lado do mundo.
Governo Lula e países ricos não chegam a acordo sobre pandemias
Um novo tratado poderia fazer com que os países adotassem um comportamento padrão durante um evento pandêmico, mas nenhum acordo foi fechado.
Além das guerras e da tecnologia de armas, as doenças também contribuíram fortemente para que os países invadidos estivessem em uma posição mais vulnerável naquele contexto histórico. Hoje, o mundo já alcançou um nível maior de tecnologia na área da saúde.
Assim, muita coisa mudou e um tratado a nível mundial foi proposto, mas o governo Lula e países ricos não chegaram em nenhuma conclusão por causa do posicionamento de um país específico. O tratado tem o objetivo justamente de definir um padrão de comportamento diante de uma crise pandêmica.
Como o Brasil se comporta diante disso?
Cientistas observam que o intervalo entre uma pandemia e outra está menor ao longo da história. Diante dessa situação, a Organização Mundial da Saúde prevê que os países ricos cheguem a um acordo sobre as crises.
Dessa forma, União Europeia, junto de seus aliados durante a crise causada pela última pandemia vivida, propôs um tratado de maneira confidencial. Somente semana passada que as discussões acerca disso começaram.
No entanto, os EUA não permitiram que esse documento fosse compartilhado com a sociedade civil. Isso porque o acesso da indústria farmacêutica pode apresentar um certo “perigo”. Por exemplo, os países emergentes poderiam compartilhar amostras de vírus e outros espécimes, mas isso seria uma ameaça.
Posteriormente, teria que haver bilhões de dólares para custear o imunizante que foi produzido a partir da descoberta. Diante disso, os Estados Unidos declararam que não apoiarão nenhuma medida da OMS que prejudique sua segurança ou soberania.
Por este motivo, o governo Lula e os países ricos não chegaram a nenhuma conclusão até o momento. O Brasil se mostra aberto a seguir o que for definido no tratado, mas há um impasse para que o acordo seja concluído.
O Brasil durante a pandemia
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Sem dúvidas, se o assunto tivesse sido levado mais a sério no Brasil, por exemplo, teríamos tido menos vítimas fatais do vírus. Além da demora na compra de vacinas, o governo não fazia uma campanha forte de incentivo, fazendo com que muitos passassem a descredibilizar a ciência.
Até então, não há nenhuma obrigação a ser seguida por um governo diante de uma pandemia. O resultado desse tratado seria justamente a instituição e regulamentação desse padrão de segurança que os governos devem seguir diante de um cenário pandêmico.
Nesse sentido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou disposto a interagir com as negociações para que as estruturas sejam fortalecidas.
Imagem: Marcus Mendes / Shutterstock
