Lula encerra programa de escolas cívico-militares de Bolsonaro
De acordo com documento enviado aos secretários de Educação, o governo do presidente Lula determinou o fim do programa Pecim até o fim deste ano de 2023. Contou assinatura da coordenadora-geral de Ensino Fundamental do MEC, Fátima Elisabete Pereira Timóteo, e do diretor de políticas e diretrizes da Educação Básica, Alexsandro do Nascimento Santos. Assim, o documento solicita uma transição cuidadosa das escolas para o formato regular.
O texto destaca que os secretários devem fazer a mudança de maneira que o “cotidiano das escolas e as conquistas de organização que foram mobilizadas pelo programa” não sejam prejudicados.
Por meio de nota, o MEC afirma que o programa criado pelo governo Bolsonaro e gerido pelos ministérios da Educação e da Defesa desviou a finalidade das Forças Armadas.
“O programa induz o desvio de finalidade das atividades das Forças Armadas, invocando sua atuação em uma seara que não é sua expertise e não é condizente com seu lugar institucional no ordenamento jurídico brasileiro”, diz a pasta.
Saiba mais sobre os colégios cívico-militares
O modelo das escolas do programa criado pelo governo Bolsonaro existe no Brasil desde os anos 1990. Contudo, no governo Bolsonaro, o projeto das escolas ficou marcado por críticas e relatos de professores referentes à censura.
Durante a gestão do ex-presidente, o país passou a ter mais de 200 escolas públicas dentro do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Além disso, o projeto ganhou uma secretaria própria dentro do MEC com orçamentos e equipe separada.
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