O governo sancionou e publicou a Lei nº 15.191, que mantém a alteração da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), garantindo isenção para contribuintes que recebem até dois salários mínimos. A medida, com efeitos retroativos a 1º de maio de 2025, visa aliviar a carga tributária de milhões de brasileiros e corrigir um desequilíbrio gerado pelos sucessivos reajustes do salário mínimo.
Quem recebe mais de dois salários mínimos pode se beneficiar da isenção do IR
A Lei nº 15.191, sancionada pelo governo, amplia a isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos.
Embora os efeitos mais imediatos beneficiem diretamente quem recebe até R$ 3.036, a revisão da tabela de isenção também traz vantagens para contribuintes nas faixas seguintes. A atualização promete um impacto significativo, não só em quem ganha até o limite de isenção, mas também para quem está acima desse valor, reduzindo a tributação de forma proporcional. A seguir, vamos entender como essa medida afeta diretamente os brasileiros e qual o impacto dessa revisão.
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O que muda com a Lei nº 15.191?
Isenção para quem ganha até dois salários mínimos
Com a publicação da Lei nº 15.191, a tabela do Imposto de Renda foi revista para garantir isenção de impostos para aqueles que recebem até dois salários mínimos mensais. Esse ajuste resulta em uma base de isenção para contribuintes que ganham até R$ 3.036, em função do aumento do valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.412 para R$ 1.518 em janeiro de 2025.
A medida é um reflexo da crescente necessidade de ajustar a tabela do IR em função do aumento constante do salário mínimo, que, nos últimos anos, tem feito com que muitos trabalhadores de renda mais baixa passassem a ser incluídos na base de contribuintes do imposto de renda. A atualização da faixa de isenção é uma forma de corrigir esse desequilíbrio e aliviar a carga tributária das camadas mais vulneráveis da população.
Efeitos retroativos: a partir de 1º de maio de 2025
A Lei nº 15.191 tem efeitos retroativos, ou seja, ela vale desde o dia 1º de maio de 2025. Isso significa que os trabalhadores que já estavam dentro da faixa de isenção desde essa data, mas estavam pagando o imposto, poderão reaver o valor pago de forma indevida, por meio de restituição no ajuste anual de 2026.
Impacto para os contribuintes das faixas seguintes
Além dos beneficiários diretamente afetados pela isenção, a revisão da tabela também traz benefícios para aqueles que ganham acima do limite de isenção. Como o modelo de cálculo do IR é progressivo, todos os contribuintes têm isenção sobre os primeiros R$ 3.036 da renda mensal, o que gera uma redução proporcional do imposto devido, inclusive para aqueles que recebem um pouco acima da faixa isenta.
Essa diminuição da carga tributária pode resultar em menor imposto retido na fonte para milhões de brasileiros. Embora a redução seja menor proporcionalmente para quem recebe acima do limite de isenção, o alívio tributário será sentido por boa parte da população.
Como a atualização da tabela do IR afeta os brasileiros
Reajustes sucessivos do salário mínimo
Nos últimos anos, os ajustes do salário mínimo passaram a incluir um número cada vez maior de trabalhadores dentro da base de contribuintes do Imposto de Renda. Isso aconteceu principalmente devido à inflação e à necessidade de correção salarial para manter o poder de compra da população.
Com o reajuste para R$ 1.518 em 2025, muitos brasileiros que antes estavam fora da base de tributação passaram a pagar o Imposto de Renda. A atualização da tabela do IR é uma medida que visa aliviar essa carga, mantendo os trabalhadores com rendimentos mais baixos fora da obrigação tributária e corrigindo a distorção gerada pelo aumento do salário mínimo.
A importância da medida para a população vulnerável
Segundo Daniel Carvalho, contador especialista em tributos, a medida visa reduzir a carga tributária sobre as camadas mais vulneráveis da população. “Com os sucessivos reajustes do salário mínimo, muitos trabalhadores com rendimentos relativamente baixos acabaram sendo incluídos na base de contribuintes do Imposto de Renda. A atualização da faixa de isenção vem para corrigir esse desequilíbrio ao aliviar a carga tributária das camadas mais vulneráveis da população e garantir que milhões de brasileiros voltem à condição de isentos”, explica Carvalho.
Essa atualização não só beneficia os trabalhadores de menor renda, mas também fortalece a justiça fiscal, uma vez que os mais pobres pagam menos impostos, enquanto a arrecadação se mantém equilibrada.
Como os contribuintes podem se beneficiar da Lei nº 15.191

Restituição para quem pagou imposto indevido
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Para os contribuintes que já estavam dentro da faixa de isenção desde 1º de maio de 2025, mas que ainda pagaram o imposto durante esse período, a restituição será feita durante o ajuste anual de 2026. Isso significa que, ao fazer o ajuste de conta com o fisco, o valor pago a mais será devolvido, corrigido pela inflação, sem custos adicionais.
Como calcular o impacto da medida
A medida traz redução de imposto para os trabalhadores que já estavam dentro da faixa isenta ou que caem na nova faixa de isenção. O impacto será mais perceptível para aqueles que ganham até dois salários mínimos, já que a isenção sobre os primeiros R$ 3.036 da renda mensal é significativa. Para quem recebe mais do que isso, a redução do imposto será proporcional ao valor de isenção incorporado na tabela progressiva do Imposto de Renda.
O calculista do IR, portanto, pode ser mais favorável para muitos brasileiros, proporcionando um alívio fiscal bem-vindo, especialmente no cenário econômico atual.
O futuro das isenções fiscais no Brasil

Possíveis novas atualizações
Com o cenário de inflação e o aumento contínuo do salário mínimo, as revisões na tabela do IR podem continuar acontecendo, para garantir que a carga tributária não pese ainda mais sobre os trabalhadores de baixa renda. A tendência é que o governo continue buscando formas de aliviar a carga tributária das camadas mais vulneráveis, alinhando a política fiscal com a evolução dos rendimentos da população.
O impacto nas finanças do país
A redução da carga tributária para os trabalhadores de baixa renda pode gerar um aumento na disponibilidade de consumo entre a população, o que é positivo para a economia interna. No entanto, para os cofres públicos, as medidas de isenção podem levar a uma diminuição na arrecadação de impostos, o que pode exigir ajustes nas políticas fiscais e nos investimentos em programas sociais.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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