O programa Pé-de-Meia é uma iniciativa do governo federal voltada para incentivar a permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio. Por meio de incentivos financeiros, o programa busca reduzir a evasão escolar e garantir que mais jovens concluam sua educação básica.
Governo tem recursos para manter o Pé-de-Meia? Entenda
Descubra se o governo tem recursos para manter o programa Pé-de-Meia, suas implicações no orçamento de 2025 e o impacto!
O ministro da Educação, Camilo Santana, garantiu que o governo federal já dispõe de recursos para manter o programa Pé-de-Meia em 2024. No entanto, o programa não foi incluído no orçamento de 2025, o que levanta preocupações sobre sua continuidade.
Segundo Santana, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o uso de fundos privados para cobrir os custos do programa. “Pagamos agora no final do ano”, afirmou o ministro durante um evento da organização Todos Pela Educação, realizado em São Paulo.
O que diz o Tribunal de Contas da União?

O TCU determinou que o governo tem até 120 dias para apresentar ao Congresso Nacional medidas que garantam a inclusão do Pé-de-Meia no Orçamento da União. Essa exigência busca adequar o programa às regras fiscais vigentes e evitar futuros bloqueios de verbas.
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O tribunal havia determinado, em fevereiro, o bloqueio de R$ 6 bilhões destinados ao programa por falta de previsão orçamentária. No entanto, a recente autorização para o uso de fundos privados garantiu a continuidade dos pagamentos aos beneficiários em 2024.
Como o Pé-de-Meia impacta os estudantes?
O principal objetivo do programa é incentivar a permanência escolar de jovens em situação de vulnerabilidade. A evasão escolar no ensino médio é um dos grandes desafios da educação pública no Brasil, e o Pé-de-Meia surge como uma alternativa para combater esse problema.
Camilo Santana afirmou que o governo divulgará, em março, um balanço sobre os impactos do programa na taxa de evasão escolar. Segundo ele, os dados demonstrarão o número significativo de alunos que retornaram às aulas graças ao incentivo financeiro.
Desafios do orçamento de 2025
A ausência do Pé-de-Meia no orçamento de 2025 coloca o governo diante do desafio de encontrar novas fontes de financiamento para manter o programa ativo. A situação se torna ainda mais complexa diante de outras demandas financeiras do Executivo.
Na quarta-feira, 12 de março, o governo federal solicitou ao Congresso Nacional mudanças no Orçamento deste ano para cobrir despesas adicionais, incluindo:
- R$ 3 bilhões para o Auxílio-Gás;
- R$ 8 bilhões em gastos previdenciários;
- Corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família.
Apesar dessas alterações, o Pé-de-Meia não foi incluído na previsão orçamentária, e o governo busca alternativas para garantir sua continuidade.
O que pode acontecer com o Pé-de-Meia em 2025?

Caso o governo não consiga aprovar a inclusão do Pé-de-Meia no Orçamento da União, a continuidade do programa pode ficar comprometida. Entre as possíveis soluções estão:
1. Inclusão no orçamento por Medida Provisória
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O governo pode enviar uma Medida Provisória ao Congresso Nacional para garantir a destinação de recursos ao programa em 2025.
2. Redistribuição de recursos
Outra alternativa é a realocação de verbas de outros setores para cobrir os custos do Pé-de-Meia. No entanto, essa medida pode gerar cortes em áreas sensíveis.
3. Novas fontes de financiamento
O governo pode buscar parcerias com entidades privadas ou fundos específicos para garantir a sustentabilidade do programa sem comprometer o orçamento público.
Considerações finais
O programa Pé-de-Meia representa um avanço na luta contra a evasão escolar, mas sua permanência depende de uma solução financeira para o orçamento de 2025. Embora o governo tenha assegurado os recursos para 2024, a ausência do programa na previsão orçamentária do próximo ano preocupa especialistas e beneficiários.
O governo tem até 120 dias para apresentar um plano ao Congresso e garantir a continuidade do programa. Até lá, estudantes e educadores aguardam definições sobre o futuro do incentivo à permanência escolar.
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