Mais uma grande empresa brasileira está passando por dificuldades. A Comesul Beef, frigorífico localizado no município de Pântano Grande, no Rio Grande do Sul, entrou essa semana com um pedido de recuperação judicial.
As dívidas da companhia chegam à R$ 47 milhões e os maiores credores são alguns fornecedores. Além disso, a Comesul também enfrenta problemas com produtores rurais e processos trabalhistas.
As operações da empresa acontecem majoritariamente na região do Vale do Rio Pardo. Ela possui um vasto Parque Industrial de 6 mil metros quadrados de área construída e atualmente produz mais de 100 tipos de produtos diferentes.
O que levou à essa situação?
O advogado Guilherme Nozari representa a empresa na ação. Ele declarou que a Comesul Beef enfrenta sérios problemas financeiros, originados de um investimento que buscava aumentar a planta industrial, mas que não obteve sucesso.
Outros fatores também contribuíram para a crise da Comesul Beef. A companhia vem sofrendo com algumas mudanças no mercado, como o aumento dos custos de produção, redução dos rebanhos no Rio Grande do Sul e chegada de carne de outros estados na região.
Além disso, algumas regiões do Sul estão sofrendo com os impactos de uma longa estiagem. A seca tem deixado diversos municípios em situação de emergência. São mais de 200 cidades em estado de alerta. A criação de gado é um dos setores diretamente afetados pela falta de chuva e há relatos de mortes de animais na área devido à sede e fome.
O futuro da Comesul
O caso ainda está sendo analisado pela Justiça. Se a solicitação for aceita, a empresa vai ter 60 dias para elaborar o plano de recuperação judicial. A juíza do caso, Cleusa Maria Ludwig, já aceitou dois pedidos importantes da frigorífica. Um deles que proíbe a CEEE (companhia de energia) de cortar a luz das propriedades da Comesul, e o outro, que atesta a importância dos veículos da empresa para que as operações continuem.
As atividades da Comesul seguem acontecendo normalmente. De acordo com Nozari, a companhia emprega mais de 300 pessoas da região. Ele garantiu que todos os cargos atuais vão ser mantidos e que nenhum salário está atrasado.
Imagem: Mark Stebnicki / pexels.com
