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Grande empresa de carnes pede recuperação judicial

Avatar de Leo Garfinkel Leo Garfinkel · · · 2 min de leitura
açougueiros cortam carne em uma mesa

Mais uma grande empresa brasileira está passando por dificuldades. A Comesul Beef, frigorífico localizado no município de Pântano Grande, no Rio Grande do Sul, entrou essa semana com um pedido de recuperação judicial.

As dívidas da companhia chegam à R$ 47 milhões e os maiores credores são alguns fornecedores. Além disso, a Comesul também enfrenta problemas com produtores rurais e processos trabalhistas.

As operações da empresa acontecem majoritariamente na região do Vale do Rio Pardo. Ela possui um vasto Parque Industrial de 6 mil metros quadrados de área construída e atualmente produz mais de 100 tipos de produtos diferentes.

O que levou à essa situação?

O advogado Guilherme Nozari representa a empresa na ação. Ele declarou que a Comesul Beef enfrenta sérios problemas financeiros, originados de um investimento que buscava aumentar a planta industrial, mas que não obteve sucesso.

Outros fatores também contribuíram para a crise da Comesul Beef. A companhia vem sofrendo com algumas mudanças no mercado, como o aumento dos custos de produção, redução dos rebanhos no Rio Grande do Sul e chegada de carne de outros estados na região.

Além disso, algumas regiões do Sul estão sofrendo com os impactos de uma longa estiagem. A seca tem deixado diversos municípios em situação de emergência. São mais de 200 cidades em estado de alerta. A criação de gado é um dos setores diretamente afetados pela falta de chuva e há relatos de mortes de animais na área devido à sede e fome.

O futuro da Comesul

O caso ainda está sendo analisado pela Justiça. Se a solicitação for aceita, a empresa vai ter 60 dias para elaborar o plano de recuperação judicial. A juíza do caso, Cleusa Maria Ludwig, já aceitou dois pedidos importantes da frigorífica. Um deles que proíbe a CEEE (companhia de energia) de cortar a luz das propriedades da Comesul, e o outro, que atesta a importância dos veículos da empresa para que as operações continuem.

As atividades da Comesul seguem acontecendo normalmente. De acordo com Nozari, a companhia emprega mais de 300 pessoas da região. Ele garantiu que todos os cargos atuais vão ser mantidos e que nenhum salário está atrasado.

Imagem: Mark Stebnicki / pexels.com

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