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Grande empresa de sapatos decreta falência; veja todos os detalhes

Calçadista foi mais uma a decretar falência em 2023. Número de empresas fechadas aumentou 44% nos três primeiros meses deste ano.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Malhete batendo em um porquinho, que representa as finanças. O objeto tem um curativo em um dos olhos. O fundo da imagem está em vermelho.

Seguindo uma triste tendência do mercado calçadista, mais uma empresa decretou falência na última semana. O Grupo São Francisco estava em recuperação judicial, mas não conseguiu recuperar sua saúde financeira e anunciou o fim das suas atividades.

As companhias Madra, Hiker, G. da Silva e São Francisco Indústria de Calçados faziam parte da recuperação fiscal, que seria votada pelos credores neste mês, no entanto a calçadista não esperou o fim do processo e decretou a falência.

Falência não foi avisada aos funcionários

O grupo mantinha unidades nas cidades de Parobé e São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul. Os funcionários da empresa não foram avisados antecipadamente sobre a falência e, ao chegarem para o trabalho, foram surpreendidos.

Os trabalhadores tinham sido dispensados por dois dias devido a um feriado municipal. Porém, quando pensavam que iriam retornar ao trabalho, depararam-se com as fábricas fechadas. Ainda segundo relato de funcionários, documentos e máquinas de maior valor foram retirados antes, como garantia que não fossem vendidos para sanar as dívidas.

O advogado responsável pelo processo de recuperação que estava em andamento, Diego Esteves, diz que, assim que soube dos fatos, foi até o local para confirmar o encerramento das atividades e, em seguida, comunicou à justiça.

Agora, o Sindicato dos Sapateiros e o poder judiciário estão procurando o diretor da empresa, que deve responder pelas verbas rescisórias devidas aos 120 funcionários atingidos pela falência da calçadista.

Grandes empresas estão em recuperação judicial e falindo

De acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, a quantidade de empresas que pediram recuperação judicial aumentou 37,6% em março deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

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Segundo especialistas, desde de setembro de 2021, a inadimplência das empresas vinha crescendo e, assim, os pedidos de recuperação se tornariam inevitáveis agora.

Por consequência, os pedidos de falência também aumentaram. Conforme o mesmo Indicador, até março de 2023, 255 empresas faliram, alcançando um percentual de 44% maior do que em 2022, que teve 177 pedidos de falência no mesmo período.

Imagem: Tattoboo / Shutterstock

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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