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Grande empresa decide sair da bolsa de valores

Avatar de Rafaela Medolago Rafaela Medolago · · · 2 min de leitura
Homem de pé observando tela que mostra cotação de ações da Bolsa de Valores fechamento

A EDP Brasil, empresa de energia elétrica, anunciou o fechamento do capital na última quinta-feira (02). Ou seja, deixou a bolsa de valores. No entanto, antes da decisão ser comunicada, as ações registraram um aumento de 15%. 

A companhia atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica e está presente em 11 estados do Brasil. Nesse sentido, é considerada uma das maiores do setor no país. Vale ressaltar também que a EDP abriu seu capital há mais de 20 anos. Porém, segundo analistas, alguns motivos estão por trás da saída. Veja a seguir quais foram.

Motivos para a saída da empresa da bolsa de valores

Um dos motivos por trás da saída da EDP Brasil da bolsa de valores não foge ao motivo de outras empresas: o cenário de juros altos no mercado internacional, que tem impactado diretamente a situação financeira. 

Somado a isso, no Brasil, é apontando um elevado custo do capital, uma vez que com o fechamento do capital, o controle total da empresa possibilita a emissão de dívidas com valores menores, com taxas de juros mais vantajosas e na moeda do acionista controlador, no caso, o euro. No mais, vale destacar que a EDP é controlada por um grupo de portugueses. 

EDP vai deixar o Brasil?

Com base nas informações divulgadas pela imprensa, o grupo controlador da EDP alega que não tem planos para deixar o mercado brasileiro. Pelo contrário, em teleconferência na véspera do anúncio, os integrantes falaram ser um investidor de longo prazo no país. 

Ainda reforçou o seu compromisso com o Brasil e afirmou que a empresa já passou por diversos momentos, políticos e econômicos, em território nacional. Nesse sentido, a saída da bolsa de valores é uma forma de otimizar as operações no país.

Por aqui, a companhia atua em duas bases operacionais. Uma delas é a EDP Brasil, focada em distribuição e transmissão, geração tradicional e comercialização e, a outra, é a EDP Renováveis, que controla as usinas de energia eólica e solar. 

Imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

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