A montadora Stellantis, responsável pela Citroën e Peugeot, afirmou que vai terminar o segundo turno de produção de sua fábrica em Porto Belo, no Rio de Janeiro. A situação gerou polêmicas e boatos de um possível fechamento da fábrica.
Grande montadora faz demissão em massa de quase 350 funcionários
Conheça qual é a montadora que vai demitir quase 350 funcionários e entenda quais foram os motivos que contribuíram para este cenário.
Apesar disso, de acordo com a empresa, não haverá fechamento algum. A única coisa que vai mudar é que, devido à diminuição de pedidos do mercado, a fábrica vai demitir diversos funcionários.
Vale destacar que em agosto de 2022 um novo modelo do Citroën foi lançado, o que exigiu uma demanda maior; consequentemente, a contratação de mais funcionários para trabalhar em um segundo turno.
Demissão em massa
A decisão da empresa, como dito antes, veio após a queda de pedidos do mercado exterior. Portanto, em 6 de março as atividades voltarão ao normal, concentrando a produção em um único turno.
Dessa forma, a montadora vai demitir os 340 trabalhadores que entraram em outubro de 2022, quando a montadora aumentou a produção.
Segundo a nota oficial, a unidade quer concentrar a produção de automóveis em um só turno de capacidade ampliada. Ou seja, a meta é trazer agilidade e eficiência para responder às demandas do mercado.
Qual o motivo da demissão?
A Stellantis justificou as demissões em massa com a queda das exportações de veículos, que passaram por um aumento considerável com o novo modelo do Citroën.
A fábrica terminou o ano com 28% de aumento no número de exportações – um aumento significativo se comparado a 2021. Mas a crise econômica na Argentina impactou diretamente as exportações.
Amparo aos trabalhadores
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Diante desta situação delicada, alguns trabalhadores se perguntaram sobre a possibilidade de intervenção do sindicato.
De acordo com Raimundo Freitas, um dos membros do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, já existe uma reunião marcada com a montadora para discutir o assunto.
Contudo, Freitas concluiu dizendo que o advogado do sindicato já foi informado da decisão da montadora, mas ainda é preciso estudar a situação.
Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock
