Queda na demanda, juros altos e escassez de peças. Esses são os motivos apontados pela Mercedes-Benz para fechar um dos turnos de produção de uma de suas fábricas. Responsável pela produção de chassis de ônibus e caminhões, a unidade localizada na cidade de São Bernardo do Campo em São Paulo vai ter redução a partir de maio.
Grande montadora fecha turno por 2 meses
Crise no setor, juros altos e falta de financiamento afetam a produção das montadoras. Funcionários já ganharam férias coletivas neste mês.
Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a produção em turno único deve durar de dois a três meses, de acordo com o declarado pela empresa. A Mercedes-Benz já tinha anunciado férias coletivas para 300 funcionários, a partir de abril.
Montadora busca equilíbrio entre queda de demanda e empregos
O cenário para este ano já não era bom. No entanto, está pior do que o previsto, segundo a montadora. Os juros elevados nos três primeiros meses do ano e a dificuldade na concessão de financiamento, interferiram na demanda de produção.
Segundo nota emitida pela empresa, a decisão de encerrar um dos turnos foi tomada em conjunto com o sindicato. “Todas essas alternativas estão sendo negociadas previamente com total transparência com o sindicato com o objetivo de buscar formas de gerenciar a queda na demanda, mantendo nível de emprego”.
Queda nas vendas preocupa Mercedes-Benz
Em 2022, devido à nova regulamentação ambiental, que determinou mudanças nas normas de emissão de poluentes para o padrão Euro 6, houve a compra antecipada de caminhões. No entanto, este ano a queda nas vendas já é grande. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a venda de caminhões no país caiu 7,3% no mês de março.
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O Sindicato aponta que é essencial a redução dos juros, pois os juros altos impedem o crescimento, a produção e a geração de empregos. “Estamos já em um processo de negociação com a empresa para avaliarmos as medidas possíveis e necessárias. Vamos pensar nos próximos passos e as alternativas para atravessarmos esse período”, apontou Aroaldo Oliveira da Silva, diretor do Sindicato.
Imagem: KELENY / Shutterstock.com
