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Grande multinacional anuncia pedido de falência

Medida foi tomada para cumprir acordo milionário feito com consumidores que acusam a marca de que seu principal produto causa câncer.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Cofrinho em formato de porco, quebrado por um martelo de juiz. O porco tem uma expressão de tristeza.

Troca de responsabilidades, é o que está acontecendo no caso da multinacional Johnson & Johnson (J&J), em relação às acusações de que seu famoso talco é cancerígeno. Para não pagar sozinha as indenizações dos consumidores que comprovaram ter tido a doença após o uso do produto, a multinacional tentou decretar a falência de uma subsidiária.

Como a ação não foi aceita pelo judiciário americano em janeiro, a J&J concordou em pagar a quantia de US$ 8,9 bilhões, para resolver as milhares de ações judiciais que pesam contra a multinacional. De acordo com a marca, cerca de 60 mil pessoas aceitaram o acordo.

Pedido de falência negado

O pedido de falência da subsidiária LTL Management não foi aceito, pois não foi comprovada nenhuma crise financeira na referida empresa. A estratégia de pedir falência em duas etapas proposta pela J&J, foi vista como uma tentativa de transferir a responsabilidade do talco para a LTL Management.

Apesar da negativa ao pedido de falência, a subsidiária segue tentando outras estratégias. Nesta terça-feira, 4, a empresa apresentou um pedido de recuperação judicial. E afirma que vai apresentar até 14 de maio um plano de recuperação contendo um acordo que será proposto ao juiz. O acordo se refere a quantia de US$ 8,9 bilhões que serão pagos às 60 mil pessoas que processaram a J&J.

Advogados seguem acusando que talco causa diversos tipos de câncer

O novo acordo proposto pela J&J foi acompanhado pelo advogado das vítimas, Mikal Watts. Em proposta inicial a multinacional pagaria US$ 2 bilhões, mas como o primeiro pedido de falência foi negado, o valor foi aumentado. Segundo o advogado, a quantia será destinada aos atuais e futuros reclamantes, que alegam sofrerem com vários tipos da doença, como ginecológico e mesotelioma (câncer na parede torácica e abdômen).

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A multinacional, no entanto, voltou a afirmar nesta semana que seus produtos são seguros à saúde e que não causam câncer. Os advogados que representam a empresa ressaltaram que a acusação sobre o produto, precisa passar por mérito científico e afirmou que os advogados dos reclamantes estão “caçando” clientes para receber a indenização milionária da empresa.

Imagem: Miha Creative/ shutterstock.com

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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