O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, em audiência pública na comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que parte da culpa pelos “desvios” e pela “roubalheira” dos últimos anos é dos funcionários públicos. De acordo com ele, a categoria é responsável por “tomar conta das coisas públicas”, mas não cumpriu o seu papel.

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Paulo Guedes diz que funcionários públicos têm parte da culpa por ‘roubalheira’

“O funcionalismo público não é culpado, mas também não é inocente. A função deles é tomar conta das coisas públicas. Como teve desvio, roubalheira? Cadê a turma que tinha que tomar conta disso?”, disse no final da audiência.

As declarações de Paulo Guedes foram uma resposta depois que parlamentares disseram que o governo atribui aos servidores públicos parte significativa do rombo nas contas públicas.

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) rechaçou o posicionamento do ministro. “Essa declaração é tão estapafúrdia, tão absurda, que nos autoriza a concluir uma coisa: o ministro sequer sabe o que é servidor público”, afirmou João Domingos Gomes dos Santos, presidente da CSPB.

Além de dizer que parte da culpa da “roubalheira” é dos servidores públicos o ministro voltou a afirmar que os “corporativistas” ganham com propaganda contra a reforma. Mais cedo, ele ainda declarou que foram desembolsados R$ 100 milhões com propagandas televisivas, sem citar a fonte desses dados.

“Os corporativistas estão gastando três vezes mais que o governo, que não sabe nem onde fica a agência de publicidade”.

Guedes também disse que o regime de capitalização só será lançado se a economia com a reforma da Previdência for de, no mínimo, R$ 1 trilhão. Para cabe aos parlamentares a palavra final sobre o assunto e que será respeita pelo governo.

“Se aprovarem uma reforma de R$ 700 bilhões não tem capitalização. Se isso for feito, vocês colocaram seus filhos no mesmo sistema de hoje. Quem sou eu para dizer que vocês estão errados. Mas eu percebo que vários equívocos foram apontados aqui”, declarou.

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