Nesta quinta-feira (8), o atual ministro da Economia se reuniu com Fernando Haddad (PT) para discutir assuntos econômicos relevantes para a equipe de transição. Após o encontro, Guedes explicou que pode sugerir regras fiscais para o novo governo.
Guedes pode sugerir regras fiscais à equipe de transição
Após contato com equipe de transição, Paulo Guedes sugere que possa opinar em regras fiscais do novo governo. Confira detalhes.
Sua esperança de participação se deve ao fato de que está participando ativamente da transferência de dados e conhecimentos sobre a situação econômica do país para Haddad.
Guedes quer sugerir aperfeiçoamento à base fiscal brasileira
O então ministro da Economia está engajado como ponte entre o atual e o novo governo, lidando diretamente com Haddad, o representante da equipe de transição em assuntos econômicos. Por isso, Guedes pode sugerir regras fiscais no sentido de rever e melhorar o arcabouço fiscal do Brasil.
Nesse sentido, o ex-ministro petista confirma que é responsável por “toda interface política do grupo de transição a partir de agora com a equipe do ministro Paulo Guedes”. Fernando Haddad será, possivelmente, o novo ministro da Fazenda.
Assim, Guedes explicita a Haddad a necessidade de aperfeiçoar a base fiscal do Brasil. Para ele, o teto de gastos foi mal planejado e os princípios fiscais devem ser sustentáveis no que concerne ao endividamento público.
“O Tesouro fez uma proposta de revisão de teto, a Secretaria de Política Econômica está fazendo outra proposta também e nós certamente estamos conversando com a transição, a Economia, mostrando que há aperfeiçoamentos”, argumenta Guedes.
Arcabouço fiscal do novo governo pode focar na dívida pública
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A equipe de transição reforça que o novo governo ainda não estabeleceu uma proposta de arcabouço fiscal. No entanto, é possível que as estratégias partam de uma âncora na dívida pública.
Segundo projeções do Tesouro, a dívida bruta do governo brasileiro pode chegar a 74% do PIB. É importante reforçar que esse cenário preocupante é, ainda assim, uma melhora diante da previsão anterior, que girava em torno de 76,8%.
Imagem: A. Ricardo / Shutterstock.com
