O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a cobrar do Congresso Nacional a votação de propostas prioritárias para o ajuste fiscal do governo, com destaque para a limitação dos supersalários no setor público e a reforma do Imposto de Renda.
Haddad pressiona Congresso sobre supersalários e reforma tributária
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pressiona Congresso a enfrentar supersalários e aprovar reforma do Imposto de Renda.
Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Haddad questionou: “Vamos enfrentar supersalário ou não?”. A frase reflete a urgência do governo em aprovar medidas que visam reduzir desigualdades salariais e promover justiça fiscal.
Supersalários: um desafio para o ajuste fiscal

Os chamados supersalários são remunerações no setor público que ultrapassam o teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46.366,19 mensais. Segundo Haddad, a limitação desses salários é essencial para garantir a moralidade administrativa e a equidade no serviço público.
O governo propôs uma emenda constitucional que estabelece que apenas descontos expressos em lei podem ser excluídos do teto salarial. No entanto, a implementação efetiva depende da aprovação de um projeto de lei complementar, que ainda aguarda análise no Congresso.
Outra prioridade do governo é a reforma do Imposto de Renda, que visa isentar a tributação de rendas mensais de até R$ 5 mil. A proposta já foi apresentada ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e aguarda apreciação. Segundo Haddad, a medida está alinhada com o compromisso do governo em promover justiça fiscal e aliviar a carga tributária sobre as camadas mais vulneráveis da população.
Outras propostas prioritárias

Além das medidas mencionadas, o governo também encaminhou ao Congresso outras 23 propostas que abrangem áreas como:
- Previdência dos militares: reformas para reduzir desigualdades em relação aos regimes previdenciários civis.
- Regulamentação das big techs: criação de normas para empresas de tecnologia que atuam no Brasil.
- Imposto Seletivo: tributação sobre produtos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente.
Desafios para aprovação

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Apesar da urgência expressa pelo governo, a aprovação dessas propostas enfrenta resistência no Congresso. Deputados e senadores têm demonstrado cautela, especialmente em relação à limitação dos supersalários, que afeta diretamente os próprios parlamentares e membros do Judiciário.
Expectativas para os próximos meses
O governo espera que, com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, as propostas avancem na pauta legislativa. Motta tem se mostrado disposto a colaborar, mas ressalta a necessidade de diálogo e consenso para a aprovação das medidas. A expectativa é que, até o final do semestre, algumas dessas propostas sejam apreciadas e, possivelmente, aprovadas pelo Congresso.
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
