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Haddad diz que governo Lula quer a Reforma Tributária ainda no primeiro semestre

Saiba quais os plano do governo para a Reforma Tributária e entenda melhor como ela funcionará se for aprovada.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
novo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em discurso com microfone

Um pouco antes do ano de 2022 terminar, o presidente Lula nomeou Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda. Independentemente das divergentes opiniões sobre a decisão, o ministro declarou, na última segunda-feira (16), que o governo do PT quer que a Reforma Tributária aconteça ainda neste semestre, isto é, que haja a votação no Congresso Nacional.

A declaração de Haddad foi feita na Suíça, onde está acontecendo o Fórum Econômico Mundial. Vale destacar que o ministro considera que já existe maturidade a respeito do assunto, ou seja, já é o momento de discuti-lo na Câmara e no Senado. 

Reforma Tributária

Primeiramente, é preciso destacar que há duas propostas diferentes que visam facilitar a cobrança de impostos no Brasil. Conheça cada uma delas:

Câmara

A proposta que está em análise é a que está na Câmara dos Deputados e surgiu em 2019. Essa opção estabelece a substituição de cinco tributos já existentes por apenas um, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Veja quais tributos o IBS substituiria:

  • PIS;
  • ICMS;
  • ISS
  • Cofins;
  • IPI. 

Vale destacar que esta PEC foi apresentada por Baleia Rossi (MDB-SP), em colaboração com Bernard Appy, economista e diretor do CCIF (Centro de Cidadania Fiscal). Fernando Haddad apoia esta proposta. 

Senado

A proposta que foi apresentada ao Senado também surgiu em 2019, mas criaria o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, que poderia substituir os tributos federais, estaduais e municipais que afetam, sobretudo, o consumo de bens e serviços, como:

  • ICMS;
  • PIS;
  • ISS;
  • Cofins. 

Fórum Econômico Mundial

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Como dito anteriormente, o Fórum Econômico Mundial iniciou, na última segunda-feira (16), em Davos, na Suíça. Neste ano, o tema da reunião é “Cooperação em mundo fragmentado”. Vale destacar que o evento reúne diversos líderes políticos de empresas e da sociedade civil para discutir temas internacionais. 

Desse modo, Haddad, ministro da Fazenda, e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, estão representando o Brasil no encontro. Os representantes vão discutir com a comunidade internacional assuntos como economia e meio ambiente.

Assim, para Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho de administração do Bradesco, o Brasil deve voltar ao centro das discussões durante a reunião. Para ele, o Brasil “terá um protagonismo maior” em 2023. 

Além disso, Trabucco considera que agora existe um conforto nas relações tanto políticas, institucionais e internacionais. Isso porque, durante a gestão anterior, o Brasil não protagonizou discussões políticas internacionais e ambientais, o que deixou o país de fora das discussões globais. 

Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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