Um pouco antes do ano de 2022 terminar, o presidente Lula nomeou Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda. Independentemente das divergentes opiniões sobre a decisão, o ministro declarou, na última segunda-feira (16), que o governo do PT quer que a Reforma Tributária aconteça ainda neste semestre, isto é, que haja a votação no Congresso Nacional.
Haddad diz que governo Lula quer a Reforma Tributária ainda no primeiro semestre
Saiba quais os plano do governo para a Reforma Tributária e entenda melhor como ela funcionará se for aprovada.
A declaração de Haddad foi feita na Suíça, onde está acontecendo o Fórum Econômico Mundial. Vale destacar que o ministro considera que já existe maturidade a respeito do assunto, ou seja, já é o momento de discuti-lo na Câmara e no Senado.
Reforma Tributária
Primeiramente, é preciso destacar que há duas propostas diferentes que visam facilitar a cobrança de impostos no Brasil. Conheça cada uma delas:
Câmara
A proposta que está em análise é a que está na Câmara dos Deputados e surgiu em 2019. Essa opção estabelece a substituição de cinco tributos já existentes por apenas um, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Veja quais tributos o IBS substituiria:
- PIS;
- ICMS;
- ISS
- Cofins;
- IPI.
Vale destacar que esta PEC foi apresentada por Baleia Rossi (MDB-SP), em colaboração com Bernard Appy, economista e diretor do CCIF (Centro de Cidadania Fiscal). Fernando Haddad apoia esta proposta.
Senado
A proposta que foi apresentada ao Senado também surgiu em 2019, mas criaria o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, que poderia substituir os tributos federais, estaduais e municipais que afetam, sobretudo, o consumo de bens e serviços, como:
- ICMS;
- PIS;
- ISS;
- Cofins.
Fórum Econômico Mundial
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Como dito anteriormente, o Fórum Econômico Mundial iniciou, na última segunda-feira (16), em Davos, na Suíça. Neste ano, o tema da reunião é “Cooperação em mundo fragmentado”. Vale destacar que o evento reúne diversos líderes políticos de empresas e da sociedade civil para discutir temas internacionais.
Desse modo, Haddad, ministro da Fazenda, e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, estão representando o Brasil no encontro. Os representantes vão discutir com a comunidade internacional assuntos como economia e meio ambiente.
Assim, para Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho de administração do Bradesco, o Brasil deve voltar ao centro das discussões durante a reunião. Para ele, o Brasil “terá um protagonismo maior” em 2023.
Além disso, Trabucco considera que agora existe um conforto nas relações tanto políticas, institucionais e internacionais. Isso porque, durante a gestão anterior, o Brasil não protagonizou discussões políticas internacionais e ambientais, o que deixou o país de fora das discussões globais.
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
