Durante entrevista à BandNews, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que grandes companhias pagarão taxas de acordo com a sua arrecadação. Segundo Haddad, o Brasil tem cerca de 500 empresas com “superlucros”.
Haddad revela que existem 500 empresas na mira do governo
Nova proposta do governo deseja focar em empresas que não pagam impostos para aumentar a arrecadação pública. Saiba mais!
Essas instituições, segundo o Ministro, enganam o sistema tributário alegando a necessidade de custeio por meio do Estado, quando, na verdade, têm mais ganhos. Dessa forma, a medida busca equilibrar essa situação.
Ministro garante que não criará novos impostos
Quando se fala em reforma tributária, o primeiro questionamento é sobre a possibilidade de aumentar os impostos. No entanto, ainda durante a entrevista, o Ministro garantiu que a proposta não inclui a criação de novos tributos ou de elevar as taxas que já existem.
O alvo está nas corporações que não pagam essas tarifas que, de acordo com Haddad, “são as maiores empresas brasileiras”.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, por conta desse desequilíbrio, o Estado deixa de arrecadar quase R$ 500 bilhões.
Vale destacar que as entidades como as Santa Casas e a Zona Franca de Manaus, que fazem parte dessa quantia não recolhida, não serão afetadas pela medida.
Tributação de fundos exclusivos ficará para o segundo semestre, afirma Haddad
A reforma tributária proposta pelo governo federal é ampla, mas não será discutida completamente, visto que é um assunto complexo e que exige muita análise e diálogo.
Dessa forma, o ministro da Fazenda garantiu que a análise da tributação de fundos exclusivos, ou seja, aquele desconto de imposto apenas no momento do saque, será realizada somente no segundo semestre.
Na segunda metade do ano, o governo federal espera poder apresentar a Reforma Tributária da Renda, que virá logo em seguida da Reforma dos Impostos sobre o Consumo.
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Outros políticos já tentaram mudar essa tributação, porém, para que a discussão sobre o tema avance, as autoridades políticas estão alinhando suas medidas ao que já acontece no exterior.
Por fim, o ministro da Fazenda garantiu uma mudança com processos claros e sem surpresas.
“Vamos abrir uma discussão transparente, não vou surpreender ninguém. Ou seja, daqui para frente será de outro jeito, como no mundo inteiro. Muita gente vai até gostar, o mundo inteiro está fazendo isso”, afirmou Haddad.
Imagem: Oédson Alves/Agência Brasil
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