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Heineken mira cervejas mais leves e prepara produtos com menos calorias e álcool

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O Grupo HEINEKEN vem ampliando sua atuação no mercado brasileiro para além das marcas premium e aposta em diferentes faixas de preço e categorias de bebidas para acompanhar mudanças no comportamento do consumidor. A estratégia envolve desde cervejas mais acessíveis até opções com menos calorias, sem álcool e produtos não alcoólicos.

Atualmente, a companhia informa ter 22 marcas de cerveja, seis bebidas não alcoólicas e 15 cervejarias no Brasil, além de mais de 13 mil colaboradores. O portfólio inclui marcas como Heineken, Amstel, Eisenbahn, Baden Baden, Devassa, Sol, Kaiser, Schin e Glacial.

A movimentação mostra uma mudança importante no mercado: as grandes fabricantes não dependem apenas do crescimento do consumo em volume. Também buscam aumentar o valor gerado por cada categoria, criando produtos para consumidores que procuram diferentes combinações de preço, sabor, teor alcoólico e características nutricionais.

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Imagem: DNieuwland / Shutterstock.com

A estratégia para as cervejas econômicas parte da tentativa de aproximar atributos associados à qualidade de produtos de maior valor de marcas destinadas ao consumo cotidiano.

No portfólio brasileiro, a empresa mantém marcas como Kaiser, Glacial e Schin, que ocupam espaços diferentes daquele tradicionalmente associado à cerveja Heineken. A companhia descreve Schin e Glacial, por exemplo, como cervejas leves e refrescantes produzidas com ingredientes naturais. A Kaiser, por sua vez, é apresentada como uma lager elaborada com água, lúpulos e maltes selecionados.

Esse posicionamento permite que a empresa atue em diferentes níveis de preço sem depender de uma única marca. Para o consumidor, isso significa encontrar dentro do mesmo grupo opções destinadas a ocasiões e faixas de orçamento distintas.

A estratégia não significa abandonar as marcas premium

A expansão das categorias mais econômicas ocorre paralelamente à manutenção do investimento em marcas premium. A Heineken continua destacando sua cerveja puro malte e a Amstel entre os principais produtos do grupo no Brasil.

O objetivo empresarial é ampliar a presença em diferentes segmentos, em vez de concentrar o crescimento em uma única faixa do mercado.

Essa diversificação também reduz a dependência de um único comportamento de consumo. Em momentos de maior pressão sobre a renda, por exemplo, produtos de entrada podem ganhar relevância, enquanto em ocasiões especiais as marcas premium podem continuar sendo procuradas.

Ingredientes e qualidade ganham espaço na disputa

Um dos elementos usados pela companhia para diferenciar suas cervejas é a composição das receitas. A própria Heineken explica que a cerveja resulta da combinação de água, malte, lúpulo e levedura, embora diferentes receitas também possam utilizar ingredientes como milho, trigo, aveia e arroz.

É importante, porém, não confundir a expressão “ingredientes naturais” com uma avaliação objetiva de que uma cerveja seja necessariamente melhor do que outra. Qualidade, sabor e características nutricionais dependem da receita, do processo produtivo e das preferências individuais.

Nas marcas econômicas, a companhia passou a destacar justamente características como leveza, refrescância e composição. A Schin e a Glacial, por exemplo, são apresentadas oficialmente como produtos sem aditivos e feitos com ingredientes naturais.

Mercado também acompanha bebidas com menos álcool e calorias

Outra frente de expansão está relacionada aos consumidores que desejam reduzir o consumo de álcool ou buscar alternativas com características diferentes das cervejas tradicionais.

A Heineken mantém no Brasil produtos como Heineken 0.0, além de versões como Heineken Ultimate e Amstel Ultra. Segundo a companhia, a Heineken Ultimate tem 3,5% de teor alcoólico e 30% menos calorias que a versão tradicional, enquanto a Amstel Ultra tem 26 kcal por 100 ml.

O movimento acompanha uma tendência de diversificação das ocasiões de consumo. A pessoa pode procurar uma bebida sem álcool, por exemplo, quando precisa dirigir ou simplesmente quando prefere evitar álcool.

A própria empresa ressalta que o consumo de bebidas alcoólicas envolve riscos e recomenda atenção à quantidade e à frequência. Gestantes e pessoas que receberam orientação médica para não consumir álcool devem evitar bebidas alcoólicas.

Grupo HEINEKEN quer crescer além da cerveja

Heineken
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A expansão não está limitada ao setor cervejeiro. O grupo também possui marcas de refrigerantes, bebidas à base de chá e água.

Entre os produtos estão FYS, Itubaína, Baer-mate e Mamba Water, além de opções funcionais da linha Mamba. A empresa informa que a Mamba Water Protein combina água com 20 gramas de proteína de colágeno e BCAA por unidade, sem açúcar e sem carboidratos.

Essa diversificação coloca a companhia em uma disputa mais ampla pelo consumo de bebidas. Em vez de competir somente pela preferência do consumidor entre diferentes cervejas, a estratégia passa a incluir momentos em que outras categorias podem ser escolhidas.

O FYS, por exemplo, é apresentado pelo grupo como seu primeiro refrigerante e possui versões tradicionais e sem açúcar.

Investimentos também alcançam a produção

A expansão do portfólio ocorre junto a investimentos na estrutura produtiva. Em setembro de 2026, o Grupo HEINEKEN informou um investimento de R$ 133,9 milhões em soluções de tratamento e reúso de água em seis cervejarias brasileiras.

Segundo a empresa, o projeto busca reduzir em 11% a necessidade de captação de novas fontes e integra uma estratégia de maior eficiência hídrica. As unidades contempladas ficam em Igrejinha (RS), Araraquara e Jacareí (SP), Ponta Grossa (PR), Alagoinhas (BA) e Igarassu (PE).

Imagem: Reprodução

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